Wall Street cede à pressão da banca e da energia

Queda dos títulos da banca e energia ditaram o recuo dos principais índices bolsistas dos EUA. Foi dia de fortes perdas para o petróleo.

As ações norte-americanas recuaram pela segunda sessão consecutiva, não conseguindo resistir às perdas dos títulos do setor da banca, mas também da energia, em dia de fortes desvalorizações para o petróleo.

O S&P 500 recuou 0,19%, para os 2.880,14 pontos, enquanto o Dow Jones deslizou 0,15%, para os 26.008,43 pontos. Já o Nasdaq recuou 0,38%, para os 7.792,61 pontos.

A energia foi o setor mais penalizado do S&P 500, num dia em que as cotações do petróleo recuaram 4%, com o preço do barril a baixar até aos 51,04 dólares.

A banca também se destacou pela negativa, condicionada pelas perspetivas crescentes de um corte dos juros ainda este ano nos EUA. De salientar que o setor da banca, tende a ser penalizado em cenários dessa natureza. Em Wall Street, o setor recuou mais de 1%.

A perspetiva de uma descida dos juros pela Fed ganhou dimensão depois de, nesta quarta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA ter revelado que a inflação aumentou 0,1%, um crescimento considerado moderado.

O mercado acionista norte-americano continua a ser também penalizado pela guerra comercial, com Donald Trump a fazer uma espécie de novo ultimato. Na terça-feira, o presidente dos EUA confirmou as ameaças feitas pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, de que serão aplicadas tarifas adicionais aos produtos chineses se não houver um encontro com Xi Jinping no G-20, que se realiza a 28 e 29 de junho em Osaka, no Japão.

Trump ameaçou que, nesse caso, irá aumentar as tarifas aduaneiras de imediato, sugerindo que as taxas podem ir além dos 25%.

Perante este cenário, os títulos do setor de semicondutores, cujas receitas provêm em grande parte da China, estiveram sob pressão nesta sessão.

Também o Facebook recuou em torno de 2%, depois de o Wall Street Journal ter reportado que o gigante tecnológico escondeu e-mails que aparentemente mostram ligações do CEO Mark Zuckerberg a potenciais práticas problemáticas relacionadas com privacidade.

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