Eurogrupo falha acordo na dimensão e formas de financiamento do orçamento da Zona Euro

Ministros das Finanças da Zona Euro chegaram esta madrugada a acordo quanto à governação e funções do futuro orçamento europeu, mas falharam consenso na dimensão e formas de financiamento.

O acordo alcançado esta sexta-feira foi suficiente para o Eurogrupo falar de um orçamento da Zona Euro, mas não chegou para um consenso em torno da dimensão e financiamento do novo instrumento. Isso é trabalho para os líderes europeus, disse esta sexta-feira Mário Centeno, presidente do Eurogrupo.

O presidente do Eurogrupo diz que os ministros das Finanças dos 19 países da Zona Euro deram “pequenos passos” no sentido da criação de um orçamento conjunto na reunião que começou na quinta-feira e terminou pelas 4h30 desta sexta-feira.

“Trata-se de um importante passo em frente no reforço da moeda única. O instrumento permitirá aumentar a convergência e competitividade das nossas economias, através de um crescimento mais inclusivo, uma resistência acrescida e um processo de governação da Zona Euro”, disse Mário Centeno. De acordo com o presidente do Eurogrupo, o novo instrumento “irá financiar reformas estruturais e investimentos públicos-alvo de propostas coerentes de Estados-membros, refletindo a nossa orientação comum e outras condições obrigatórias”.

No encontro, houve acordo quanto às funções e governação do futuro orçamento da Zona Euro, mas os 19 ministros da zona euro acabaram por deixar para os líderes da União Europeia as questões mais importantes: o financiamento e o valor do orçamento da zona euro, admitiu Mário Centeno em conferência de imprensa, esta sexta-feira, no Luxemburgo.

“Quando se fala de orçamento, o tamanho conta e isso será decidido pelos líderes ainda este ano”, afirmou Centeno, reconhecendo que os ministros das Finanças cobriram “muito terreno, mas ainda [precisam] de trabalhar mais para encontrar soluções”.

Apesar da falta de consenso em questões fundamentais, Pierre Moscovici, acabou por se congratular com o resultado do encontro. Para o Comissário Europeu para Assuntos Económicos e Financeiros haver acordo sobre as funções e a governação do futuro orçamento é já uma conquista considerando que “alguns países eram completamente contra a criação de um orçamento europeu, eram contra o princípio e a contra a palavra em si”. “Abrimos a porta e devemos ver agora o que vai acontecer”, disse.

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