Santander começa a cobrar pelo MB Way a 10 de setembro

Santander vai cobrar entre 46,8 e 93,6 cêntimos pelas transferências MB Way. Jovens, universitários e clientes com contas pacote que usem a app Santander e a app MB Way ficam isentos deste encargo.

Depois do BPI, BCP e do Crédito Agrícola chega a vez de também o Santander Totta começar a cobrar pelas transferências MB Way. O banco liderado por Pedro Castro e Almeida marcou para 10 de setembro o arranque da cobrança deste encargo aos seus clientes. O custo varia consoante as operações sejam feitas através da app Santander ou a app MB Way, podendo chegar a 93,6 cêntimos. Isentos destes encargos ficam os jovens, universitários e clientes com conta pacote, independentemente da app usada.

Foi nesta segunda-feira que o Santander Totta incluiu pela primeira vez no seu preçário a cobrança das transferências MB Way, alteração que pretende implementar a partir de 10 de setembro, segundo é possível verificar no site do banco.

O anuncio surge dois meses depois de o seu CEO, Pedro Castro e Almeida, aquando da divulgação das contas do primeiro trimestre, ter adiantado que era intenção da instituição financeira também começar a cobrar aos clientes pela realização de transferências MB Way, tendo antecipado novidades sobre esse assunto para julho.

Agora chega a vez de o banco passar das palavras aos atos. O custo das transferências MB Way vai variar entre os 46,8 e os 93,6 cêntimos (inclui Imposto de Selo de 4%) no Santander Totta, sendo que este será diferenciado consoante o tipo de clientes em causa, os montantes envolvidos e a plataforma utilizada para a respetiva realização. Já os clientes jovens, universitários e clientes com a solução integrada Mundo 123 (vulgarmente designadas como contas pacote) ficam sempre isentos desse encargo.

Essas isenções aplicam-se a clientes com cartões Stream e Maestro Jovem, #U, # Global U, e Mundo 123, independentemente de usarem a app Santander ou a app MB Way.

Nos restantes cartões há ainda lugar à isenção deste encargo nos casos em que sejam realizadas no limite três transferências por mês de montante até 50 euros, mas desde que estas sejam efetuadas através da app do banco. Acima desse número de transferências mensais e sempre que se tratem de operações com um valor individual superior a 50 euros, é aplicada uma comissão de 46,8 cêntimos por operação, a quem utilize a app Santander.

A todos os restantes clientes que não se encaixem nesses casos e que realizem transferências através da app MB Way é aplicada uma comissão de 93,6 cêntimos por cada transferência.

O modelo de cobrança vai ao encontro do que Pedro Castro e Almeida já tinha anunciado. “O nosso posicionamento futuro é que teremos de diferenciar os que entram na aplicação do Santander e na aplicação do MB Way. Os jovens com cartão Santander não pagam em qualquer app que entrem”, antecipava o CEO do banco há dois meses. “É provável que a grande maioria dos clientes não vá pagar”, antecipava ainda.

Certo é que entre os cinco maiores bancos a operar em Portugal, apenas dois ainda não aplicam ou anunciaram a intenção de começar a cobrar pelas transferências MB Way: a Caixa Geral de Depósitos e o Novo Banco.

A “corrida” dos bancos à cobrança das transferências MB Way já levou a Deco a pedir um teto para o valor a cobrar, depois de considerar essas comissões como “muito desproporcionais”.

(Notícia atualizada às 16h07 com mais informação)

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