PSD promete corte de 3,7 mil milhões nos impostos na próxima legislatura

O PSD dá esta terça-feira o pontapé de saída no programa eleitoral para as eleições. Rio quer baixar a carga fiscal de forma gradual e aliviar o IRS nas poupanças das famílias. IRC não é esquecido.

O PSD quer baixar a carga fiscal na próxima legislatura se vencer as eleições marcadas para 6 de outubro. A intenção era conhecida, mas agora Rui Rio vai mais além e promete um corte acumulado de impostos equivalente a 3,7 mil milhões de euros.

A ideia é fazer uma redução gradual da carga fiscal que, no total de quatro anos da próxima legislatura, seja de 1,5 pontos percentuais. No cenário macroeconómico traçado pelo PSD, o partido parte de uma carga fiscal de 34,9% este ano para 33,3% em 2023.

A carga fiscal atingiu no ano passado o valor mais alto de sempre, igual a 35,4% do PIB. Este valor gerou ao longo da presente legislatura um intenso debate político, com os partidos à direita a acusar o Governo de não aproveitar a conjuntura económica favorável para descer mais os impostos. O Executivo contra-argumenta que a carga fiscal sobe devido ao aumento do emprego que gera mais contribuições e mais impostos, já que há mais pessoas a trabalhar e os salários também são mais altos, gerando mais descontos.

Mas Rio arrisca mais ao não se ficar pela intenção de redução da carga fiscal (cuja evolução também depende do andamento da economia) e avança mesmo com a intenção de baixar impostos. Uma das ideias que fará parte do programa eleitoral é a redução da carga fiscal em sede de IRS sobre os rendimentos das pequenas e médias poupanças.

Na conferência de imprensa, Rui Rio não quis antecipar as medidas que estão na base da redução da carga fiscal. O anúncio das medidas na área fiscal ficou para sexta-feira, dia para o qual o partido marcou uma nova conferência de imprensa. A única pista deixada por Rio foi que deverá tocar em vários impostos: “IRC e IRS e não só”.

Para as empresas, o PSD quer avançar com benefícios à não distribuição de lucros, incentivos ao capital de risco, estratégia de revitalização do mercado de capitais, remuneração do capital próprio como custo fiscal.

(Notícia atualizada)

 

 

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