Fitch vê “bons progressos” na execução do plano estratégico da EDP

Objetivos para o próximo ano deverão ser alcançados, segundo a agência de notação financeira. Venda de ativos vai permitir reforçar investimento, continuar a crescer e diminuir o peso da dívida.

A implementação do plano estratégico da EDP para 2019-2022 está a revelar bons progressos e deverá permitir cumprir os objetivos para o próximo ano. A opinião é da agência de notação financeira Fitch, que considera que a crescente base de ativos e os ganhos de capital estão a ajudar a elétrica a resistir à quebra na produção de energia.

“A EDP está a mostrar bons progressos na implementação do plano estratégico 2019-2022, a tornar-se mais visível a capacidade de alcançar os objetivos para 2020. Isto apesar do agressivo embate no EBIDTA de geração renovável devido à escassez hídrica e, em menor escala, de eólica na Península Ibérica”, refere a Fitch, num comentário publicado esta sexta-feira.

Até junho, a EDP assegurou acordos de compra de 46% de crescimento na capacidade previstos até 2022, anunciou uma joint-venture com a francesa Engie para o negócio do eólico onshore e implementou a transmissão de projetos no Brasil antes do prazo estabelecido.

O plano estratégico combina metas de forte crescimento — impulsionado por investimentos de 9 mil milhões de euros em renováveis e infraestruturas –, com venda de ativos, dos quais 4 mil milhões de euros em rotação de ativos e 2 mil milhões em alienação.

Esta quarta-feira terminou o prazo para interessados enviarem propostas não vinculativas por ativos de energia hidroelétrica avaliado em dois mil milhões de euros, que a empresa detém na Península Ibérica. Segundo o jornal espanhol Cinco Días prazo, houve pelo menos cinco propostas: além da Iberdrola e da Endesa que tinham sido conhecidos, também a Engie e os fundos de investimento Ardian e Brookfield terão formalizado o interesse.

Peso da dívida nas contas deverá cair

Em simultâneo, a elétrica liderada por António Mexia espera ainda ganhos de eficiência e uma política estável de dividendos. “Isto deverá ajudar a reduzir o rácio da dívida face ao EBITDA para menos de 3,2 vezes em 2020, desde as 4 vezes no final de 2018“, refere a Fitch.

“Uma base crescente de ativos e um portefólio do negócio diversificado permitiu à EDP amplamente absorver o embate [da diminuição da produção], enquanto os ganhos de capital contribuíram para o crescimento homólogo do EBITDA de 11%”, acrescenta a agência de notação financeira.

A EDP fechou a primeira metade do ano com lucros de 405 milhões, um crescimento de 7% face ao mesmo período do ano passado. Esta melhoria é explicada pela empresa liderada por António Mexia com a atividade internacional já que, no mercado português, a elétrica continua a ser penalizada pelas alterações regulatórias num semestre um volume de produção de energia hídrica anormalmente reduzido.

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