Farfetch tomba 45% no fim de uma semana volátil em Wall Street

Os índices norte-americanos encerraram no vermelho após uma semana muito volátil à boleia dos humores da guerra comercial. A última sessão da semana fica marcada pelo tombo das ações da Farfetch.

As ações norte-americanas encerraram com tendência negativa, após uma semana volátil em Wall Street marcada pelos humores em torno da guerra comercial entre os EUA e a China. Donald Trump voltou a colocar “fermento” nas tensões entre os dois países ao dizer que os EUA “não estão preparados” para assinar um acordo comercial com a China. Pelas piores razões, destaque para a Farfetch que viu as suas ações tombarem perto de 45% após um forte agravamento dos seus prejuízos.

O S&P 500 recuou 0,66%, para os 2.918,79 pontos, enquanto o Dow Jones e o Nasdaq desvalorizaram 0,34% e 1%, respetivamente, para os 26.287,51 e 7.959,14 pontos.

“Não estamos preparados para assinar um acordo”, afirmou esta sexta-feira o Presidente norte-americano na Casa Branca, em Washington, antes de partir para um período de férias no seu clube de golfe em Bedminster, em New Jersey, formalizando desta forma o impasse que tem marcado as negociações para acabar com a guerra comercial entre Washington e Pequim.

“Denunciamo-los por manipulação (da moeda). Veremos se vamos manter o nosso encontro para setembro. Se o fizermos, é bom, se não o fizermos, é bom também”, referiu. O governante acrescentou que os Estados Unidos “têm todas as cartas” nas negociações comerciais.

Essas declarações não passaram ao lado dos investidores, mas ainda assim não fizeram danos substanciais nos índices bolsistas norte-americanos.

“A atuação do mercado hoje e ontem apenas mostra que os investidores se sentem indecisos sobre onde tudo isto vai levar“, afirmou Rick Meckler, sócio da Cherry Lane Investments, citado pela Reuters.

Ainda assim a última sessão da semana foi marcada pelo recuo dos títulos das fabricantes de chips e de outras empresas tecnológicas sensíveis às tarifas comerciais.

A Uber Technologies foi um dos principais destaque negativos da sessão. A empresa de transporte privado de passageiros derrapou perto de 7% em bolsa, depois de ter multiplicado por seis os seus prejuízos no segundo trimestre do ano. Estes ascenderam a 5,24 mil milhões de dólares, em grande medida devido aos custos do IPO que decorreu no início do ano.

Mas o destaque das perdas coube à Farfetch. As ações tombaram 44,5%, depois de a empresa de comércio online de artigos de luxo também ter multiplicado por cinco vezes os registados há um ano, para 89,6 milhões de dólares.

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