Harrison Ford, Ronnie Wood e Simon LeBon têm em comum um refúgio no Douro, a Quinta do Crasto

  • Fátima Castro
  • 31 Agosto 2019

Harrison Ford e Ronnie Wood foram algumas das personalidades que já visitaram a Quinta do Crasto, no Douro. Foi considerada a quarta melhor vinha do mundo.

A Quinta do Crasto é uma das mais antigas quintas vinhateiras do Douro. Localizada na freguesia de Gouvinhas, estende-se pelas encostas acidentadas até ao coração do Douro. Anualmente são produzidas um milhão e quatrocentas mil garrafas de vinho do Douro e vinho do Porto de diversas categorias. 65% da produção destina-se ao mercado internacional e só 35% das garrafas têm como destino o mercado nacional.

Recentemente, a Quinta do Crasto foi considerada a quarta melhor vinha do mundo, no top 50 no The World’s Best Vineyards. Mas não foi a única quinta premiada em Portugal — a Quinta do Bomfim no Pinhão, Alijó, ficou no 37.º lugar.

A Quinta do Crasto está nas mãos da família Roquette há mais de cem anos e para Tomás Roquette, que administra a propriedade, esta distinção é “mérito de todo o trabalho desenvolvido ao longo de um século de história” e destaca o valor deste “reconhecimento para a região do Douro e para Portugal”.

Termos duas das melhores quintas vinícolas no mundo em Portugal, e principalmente no Douro, é um privilégio.

Tomás Roquette

Administrador da Quinta do Crasto

A Quinta do Crasto recebe cerca de cinco mil visitantes por ano, na grande maioria brasileiros ou proveniente dos países europeus. Personalidades como o ator Harrison Ford, Ronnie Wood dos Rolling Stones e Simon LeBon, vocalista da banda pop britânica Duran Duran já visitaram a Quinta do Crasto. Em tom de curiosidade, Tomás Roquette, contou ao ECO que os U2 estão entre os consumidores do vinho produzidos nesta quinta emblemática situada no coração do Douro.

O administrador da marca sente que o Porto e Região Norte estão a receber cada vez mais turistas o que acaba por se refletir no número de visitas ao Douro e à Quinta. “O aumento significativo de visitas à cidade do Porto acaba por ter uma extensão natural para a região do Douro”, refere.

O preço de uma garrafa de vinho do Crasto pode variar entre os nove e os 215 euros. Com um total de 240 hectares de terra a Quinta do Crasto é o resultado de um longo processo histórico que envolveu o emparcelamento de terras, vinhas e quintas vizinhas.

A piscina infinita da Quinta do Crasto foi desenhada por Eduardo Souto Moura.Quinta do Crasto

Quinta do Crasto exporta para 52 mercados. Porto Rico é o próximo destino

Data de 1615 e com localização privilegiada sob o Douro, a Quinta do Crasto já exporta para 52 mercados nos cinco continentes. O Brasil (21%), Reino Unido (19%), Canadá (11%), Macau (10%), Suíça (9%), Estados Unidos e Alemanha (7%); China (6%), Holanda e Bélgica (5%) são os dez mercados mais significativos da marca.

Muito em breve, Porto Rico será um dos próximos destino a acrescentar à lista. Segundo o administrador da Quinta, o “Brasil continua a ser o maior mercado de exportação da marca”. Embora a previsão é que “os EUA passem a ser o principal mercado a nível de exportação, já no próximo ano”, refere Tomás Roquette.

A acrescentar à extensa lista de vinhos do Porto e vinhos do Douro, a Quinta do Crasto produz anualmente quarenta e cinco mil garrafas de azeite virgem extra a partir das azeitonas dos seus olivais cultivados em regime biológico, localizados na região do Cima Corgo e do Douro Superior.

Com um total de 80 colaboradores e um volume de negócios superior a oito milhões de euros, o administrador espera este indicador registe um crescimento entre 8 a 10% no próximo ano fiscal. Quanto ao futuro Tomás Roquette revelou que será feito um investimento de dois milhões de euros na parte produtiva, armazenamento e logística, requalificação e aposta em I&D, dentro de aproximadamente dois a três anos.

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