Uber acaba com “fila de espera” para entrada de novos carros ao serviço

As empresas que têm frotas ao serviço da Uber podem, desde final de junho, adicionar o número de carros que quiserem e quando quiserem à aplicação. A plataforma pôs fim ao processo de aprovação.

Desde final de junho que a Uber permite adicionar o número de carros que quiserem à aplicaçãoHugo Amaral/ECO

As empresas com frotas na Uber UBER 0,00% que queiram adicionar mais carros ao serviço têm agora a vida facilitada. A plataforma deixou cair o processo de aprovação para a entrada de novos veículos, que era uma das principais barreiras à entrada de automóveis ao serviço da aplicação, contaram ao ECO duas fontes do setor.

Desde o final de junho que as empresas gestoras de frotas podem adicionar à plataforma o número de carros que entenderem e quando entenderem, sem que estes tenham de passar por um processo de aprovação da Uber. Anteriormente, tinham de o solicitar à empresa, entrando numa espécie de fila de espera burocrática. Os dossiês iam sendo despachados pela equipa da Uber, mas os carros elétricos tinham prioridade. E os motoristas que completassem 100 viagens também.

A 26 de junho, a Uber comunicou aos parceiros que podem agora adicionar à plataforma o número de veículos que bem entenderem, sem terem de passar por qualquer processo de aprovação. As únicas regras que se mantêm em vigor são os requisitos mínimos legais, como, por exemplo, os carros não podem ter mais de sete anos.

“Caro parceiro, informamos que, a partir deste momento, pode adicionar veículos à sua frota de parceiro sem precisar de aguardar por confirmação da nossa parte”, lê-se numa mensagem enviada pela empresa, a que o ECO teve acesso. “A aprovação da sua viatura fica sujeita ao cumprimento dos requisitos aplicáveis”, lê-se no mesmo email.

Parceiros e motoristas sempre acreditaram que este mecanismo fosse usado pela Uber para controlar a oferta de carros na plataforma, algo que a empresa nega de forma perentória: “A Uber nunca impôs limites de veículos por parceiro”, disse fonte oficial da empresa em Portugal. Ao que o ECO apurou, o fim do processo está relacionado com a lei que passou a regular estes serviços, que entrou em vigor a 1 de novembro e aliviou a responsabilidade da empresa no tratamento legal destes processos. O ónus passou a estar no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), responsável pelo licenciamento, e chegou a gerar queixas pelas longas filas de espera nos serviços.

Nos últimos meses, a entrada de aplicações concorrentes no mercado português, sobretudo em Lisboa, também vieram impedir a Uber de ter qualquer tipo de controlo sobre a oferta de veículos. Atualmente, é comum os motoristas trabalharem ao serviço de mais do que uma aplicação, dividindo as viagens entre a Uber, a Bolt e a Kapten.

A chamada “lei da Uber” não prevê contingentação de veículos, como acontece no setor do táxi, em que cada automóvel explora um alvará. Esta era uma das principais preocupações dos partidos de esquerda quando a lei foi discutida na Assembleia da República (AR), e das associações que representam o setor do táxi, que temiam o descontrolo da oferta de serviços de transporte de passageiros.

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