Maiores custos com energia penalizam lucros da Navigator

A Navigator publicou os resultados dos primeiros nove meses do ano, tendo registado uma queda de mais de 14% no resultado líquido.

Os lucros da Navigator caíram 14,1% nos primeiros nove meses de 2019, para 147,5 milhões de euros, quando comparados com o mesmo período do ano passado. A empresa considera que “o ano de 2019 tem sido marcado pela deterioração das condições de mercado, em particular pela queda dos preços da pasta e pelo enfraquecimento da procura de pasta e papel”, avançou a empresa num comunicado enviado à CMVM.

A “redução do preço da pasta e os maiores custos de produção” levaram a empresa a registar uma queda de 11,8% nos lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), que se fixaram em 300,2 milhões de euros.

E que custos foram estes? A Navigator justifica que “a energia mantém-se como principal fator de agravamento, registando até ao final de setembro uma evolução desfavorável em mais de 21 milhões de euros [face ao período homólogo] devido ao aumento do preço de aquisição de eletricidade e gás natural, num contexto de maior quantidade adquirida de energia”.

Ao mesmo tempo, o EBITDA beneficiou do “programa de redução de custos operacionais” que “permitiu atenuar parcialmente o agravamento dos custos exógenos” em 14 milhões de euros, indica a companhia.

Apesar da conjuntura setorial e económica mais adversa, a Navigator conseguiu fechar o período de janeiro a setembro de 2019 com um aumento nas vendas totais de 1,8%. Uma subida no volume de negócios para os 1,274 mil milhões de euros. “Com vendas de 905 milhões de euros, o segmento de papel representou 71% do volume de negócios, a energia e a pasta 10% (ambos com cerca de 122 milhões de euros) e o negócio de tissue cerca de 8% (102 milhões de euros)”, detalhou.

No que toca ao papel, a empresa destaca que as vendas chegaram aos 1,082 mil toneladas. Trata-se de uma queda de 4,8% face aos mesmos nove meses de 2018, explicada, uma vez mais, com a deterioração das condições de mercado: “A procura de papéis de impressão e escrita tem vindo a refletir não apenas a desaceleração económica ao nível global, mas também uma forte redução de stocks ao longo da cadeia de distribuição, tendo a evolução negativa dos preços da pasta pressionado em baixa os preços de papel”.

No campo da dívida, a empresa reduziu o passivo em 20,4% no terceiro trimestre. Fechou setembro com uma dívida líquida remunerada de 776 milhões de euros, um múltiplo de 1,87 vezes o EBITDA da empresa.

(Notícia atualizada pela última vez às 19h41)

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