Angola tem novo supervisor e nova administração na ENSA

  • ECO Seguros
  • 6 Novembro 2019

Elmer Serrão substitui na ARSEG o histórico líder da supervisão Aguinaldo Jaime, enquanto Carlos Duarte sai da Nossa Seguros para presidir à ENSA, a seguradora que está em processo de privatização.

João Lourenço, presidente da República de Angola, nomeou um novo conselho de administração ARSEG – Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros. O novo elenco é presidido por Elmer Vivaldo de Sousa Serrão que era até agora administrador executivo da Comissão do Mercado de Capitais​. Como administradores foram indicados Filomena Rossana Miguel Airosa Manjata e Jardel Silvério Duarte.

O novo líder do organismo de supervisão angolano, Elmer Serrão, 36 anos, é licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto e tem Mestrado em Administração de Negócios (MBA) com especialização em Negócios Internacionais pela National University, em Los Angeles. Estava na CMC desde 2012 e, em setembro de 2016, foi nomeado administrador executivo da Comissão do Mercado de Capitais, ficando responsável pelo pelouro de Regulação e Serviços Jurídicos.​​

O novo presidente da Supervisão, Elmer Serrão, tem 36 anos e é licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto complementado com um MBA pela National University de Los Angeles.

Filomena Manjata de 32 anos, é licenciada em Contabilidade e Administração pela Universidade Católica de Angola e tem o MBA Atlântico, promovido pelas Universidades Católica Portuguesa, Católica de Luanda e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Já estava na ARSEG desde 2011, sendo especialista de supervisão e inspeção. Jardel Silvério Duarte era até aqui Diretor comercial da Fortaleza, a seguradora do grupo Millennium/Atlântico.

Com estas nomeações abandonam os cargos o já histórico presidente da ARSEG Aguinaldo Jaime, bem como os administradores Carlota Van-Dúnem Sungo Amaral e Silva e Jesus Manuel Teixeira.

ENSA com novo Conselho para preparar privatização

O presidente João Lourenço também nomeou um novo Conselho de administração para o Grupo ENSA-Empresa Pública, a seguradora líder em Angola com cerca de 90 milhões de euros de prémios anuais, ao câmbio atual, 620 trabalhadores e cujo processo de privatização está em curso.

O presidente do CA passa a ser Carlos Arménio de Almeida Duarte, até agora presidente executivo da Nossa Seguros, do grupo BAI. Serão administradores Amália Barbosa, Matilde Guebe, Ildo Nascimento e Mário Mota Lemos.

Abandonam os cargos Manuel Gonçalves, Manuel Botelho, António Sebastião e Domingos Gaspar.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Angola tem novo supervisor e nova administração na ENSA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião