Eleições em Espanha: PSOE volta a ganhar, PP sobe e Vox dispara

  • ECO
  • 10 Novembro 2019

Socialista Pedro Sanchéz perde poder no Parlamento e não conseguiu a maioria absoluta. Após a quarta votação em quatro anos, terá de haver negociações para formar Governo.

O PSOE, liderado pelo atual primeiro-ministro Pedro Sanchez, venceu as eleições legislativas em Espanha. Perdeu representação no Parlamento e não consegue maioria para governar. O PP também sobe, o Vox dispara e o Podemos cai. Mantém-se assim o impasse e terá de haver negociações para formação de um novo Governo.

Os socialistas do PSOE deverão eleger 120 deputados (menos três do que tinha nas últimas eleições, em abril), segundo números avançados pelo El País, numa altura em que estão apurados 99% dos resultados finais.

À direita, o PP sobe dos atuais 66 lugares para 87, enquanto a formação de extrema-direita Vox, que tinha 24 deputados deverá eleger 52, passando a ser a terceira maior força no parlamento espanhol. O Cidadãos, de direita liberal, cai dos 57 para apenas 10 lugares. Estes partidos têm, juntos, 149.

Já à esquerda, a coligação Unidos Podemos, de extrema-esquerda, passa dos atuais 40 para 35 deputados. Juntando, aos votos do PSOE, os dois partidos poderão ter assim 155. Serão assim os partidos de esquerda a ter maior parte dos votos, face aos partidos de direita, mas ninguém chega aos 175 necessários para a maioria.

Entre os partidos mais pequenos o ERC cai para 13 deputados eleitos (de 15), o JxCat sobe para oito (de sete) e o PNV deverá aumentar o número para sete (de seis lugares). Pela primeira vez, entram no Parlamento espanhol o Más País (de Íñigo Errejón) com três lugares, e o partido anti-sistema CUP com outros dois.

O primeiro a reagir aos resultados foi um dos vencedores da noite. Jorge Buxadé, do Vox, afirmou, a partir da sede do partido em Madrid: “Só podemos dizer que estamos convencidos de que o processo eleitoral e o resultado das eleições consolidarão a alternativa patriótica dos espanhóis”, citado pelo El País.

Os primeiros dados da abstenção indicam que houve uma participação de 67%. A confirmar-se a informação provisória, são os números mais baixos em democracia e poderão ser sintomáticos de exaustão dos eleitorais já que esta foi a quarta eleição legislativa em Espanha, em quatro anos.

Cerca de 37 milhões de espanhóis exerceram o seu direito de voto este domingo desde as 09h locais, para escolher 350 deputados e 208 senadores das Cortes Gerais. As urnas fecharam às 20h (19h em Lisboa) nas principais cidades.

(Notícia atualizada às 22h10)

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