Caixa prepara-se para pagar 300 milhões em dividendos ao Estado

  • ECO
  • 14 Novembro 2019

Banco liderado por Paulo Macedo vai aumentar em 50% dividendo a entregar ao Estado. Mário Centeno poderá contar com uma remuneração de 300 milhões para compor orçamento do próximo ano.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) prepara-se para entregar ao Estado cerca de 300 milhões de euros em dividendos, o que irá ajudar o Governo e o ministro das Finanças Mário Centeno a compor o Orçamento do Estado do próximo ano.

Segundo o jornal Expresso (acesso pago), o banco público vai engordar a remuneração ao acionista em 50%, isto depois do dividendo de 200 milhões de euros que entregou ao Estado este ano com base nos resultados de 492 milhões de euros obtidos em 2018. Ou seja, em dois anos, a CGD entregará um cheque de 500 milhões ao Estado, que há dois anos injetou 2.500 milhões de euros em dinheiro fresco no banco público.

Este ano o lucro será ainda maior. A CGD aumentou os ganhos para 640 milhões de euros até setembro, um disparo de 70% face ao mesmo período do ano passado, num desempenho justificado em grande parte pelas vendas dos negócios em Espanha e na África do Sul, que renderam 170 milhões de euros.

Questionado sobre se o dividendo poderia superar os 250 milhões de euros, o presidente da CGD, Paulo Macedo, disse que esse era um cenário “plausível”. Mas sublinhou que ainda não havia uma decisão tomada, lembrando que falta também uma decisão de “não-oposição” da parte dos reguladores para haver luz verde ao dividendo.

“A Caixa aprovou uma política de dividendos. A Caixa deverá pagar aos acionistas desde que cumpridos dez requisitos. Há uma diferença agora: dantes tinha de haver uma autorização do BCE, agora é uma não-oposição do BCE, o que reflete a evolução da Caixa”, sublinhou Paulo Macedo na semana passada.

“Se nós temos uma política de pagamento até 50%, se o payout for entre 40% e 50%, como dissemos no ano passado, se o valor sobre o qual incide é um resultado consolidado menos o valor das reservas obrigatórias, como alguém disse é só fazer as contas e ver no que dá”, referiu Paulo Macedo. “Se quiser uma resposta curta, não tão longa: é plausível” que o dividendo venha a ser superior a 250 milhões.

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