Diretor de operações cooptado para a administração dos CTT

Francisco Simão renunciou ao cargo de vogal do conselho de administração e da comissão executiva e será substituído, a 6 de janeiro, pelo atual diretor de operações dos CTT.

Os CTT CTT 2,16% cooptaram para o conselho de administração o atual diretor de operações, João Gaspar, depois da renúncia ao cargo de vogal por parte de Francisco Simão. A cooptação tem efeito no próximo dia 6 de janeiro.

Num comunicado, a empresa começa por informar que Francisco Simão “formalizou nesta data à sociedade a sua renúncia ao cargo de vogal do Conselho de Administração e da Comissão Executiva dos CTT, com efeitos nos termos legais, tendo em conta que o termo do seu mandato ocorre a 31 de dezembro de 2019”.

Segundo os CTT, o gestor demissionário “assumiu, entretanto, compromissos pessoais e profissionais” e “considera ser do interesse da sociedade não se manter em funções até à data da próxima assembleia geral eletiva, a ocorrer em 2020″.

“Atento o referido, o Conselho de Administração deliberou, na sua reunião de hoje [quarta-feira] e no exercício das suas competências, cooptar, em sua substituição, e até à realização da referida assembleia geral eletiva em 2020, João Gaspar da Silva, diretor de operações nos CTT, produzindo a cooptação os respetivos efeitos a 6 de janeiro de 2020″, informa a mesma nota, remetida esta quarta-feira à CMVM.

A empresa conclui a nota, indicando que a cooptação do diretor de operações “será submetida a ratificação da próxima assembleia geral” da empresa.

Saída é “opção tomada em verdadeira liberdade”

O administrador demissionário dos CTT, Francisco Simão, garante que a opção de deixar a empresa foi “tomada em verdadeira liberdade” e diz que sai “amigo da empresa e de todos os colaboradores”. A informação faz parte de uma mensagem divulgada internamente pelo próprio, a que o ECO teve acesso.

“Nem todas estas histórias de gestores a sair de empresas têm de ter um sabor triste ou estranho. Gostava que esta pudesse ter uma cor mais viva. Tenho um sentido profissional que implica uma noção de serviço e é importante para mim ter claro o propósito em casa momento”, escreve Francisco Simão.

“Vou dedicar-me a projetos pessoais e familiares que sinto que devo fazer e que se não fizesse não me sentia bem. Vou ainda testar um par de ideias que algum dia gostava de testar e se não for agora não mais será”, revela. A saída é, “portanto, uma opção tomada em verdadeira liberdade, discernida, sempre com algum risco, mas muito consciente”.

(Notícia atualizada às 18h11 com carta interna de Francisco Simão)

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