Lucros da dona da TVI afundam 90% para 1,2 milhões nos primeiros nove meses

A Media Capital fechou os primeiros nove meses com resultados positivos, mas os lucros afundaram. Com os prejuízos de quase cinco milhões no terceiro trimestre, o resultado afundou para 1,2 milhões.

A Media Capital teve lucros nos primeiros nove meses, mas os resultados líquidos afundaram face ao mesmo período do ano passado. Depois de prejuízos de quase cinco milhões de euros no terceiro trimestre, a dona da TVI, que está a ser alvo de uma OPA por parte da Cofina, apresentou uma quebra de 90% nos resultados líquidos, passando para apenas 1,2 milhões de euros.

“O resultado líquido acumulado foi de 1,2 milhões de euros, comparando com os 12,1 milhões verificados no ano anterior, com a redução a advir, na maior parte, do desempenho operacional. No terceiro trimestre, esta linha baixou de 1,6 milhões de euros para -4,7 milhões”, diz o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“O EBITDA consolidado do grupo foi de 12,7 milhões de euros, que compara com 25 milhões de 2018. A margem EBITDA ajustada passou de 19,9% para 10,8%”, nota a empresa liderada por Luís Cabral. “No terceiro trimestre, o EBITDA ajustado recuou de 5,3 milhões para -2,2 milhões, com a margem a reduzir de 13,5% para -6,9%”, acrescenta.

A pesar no EBITDA e, por sua vez, nos resultados, estiveram as receitas. Nos primeiros nove meses de 2019 os rendimentos operacionais recuaram 6% em termos homólogos, atingindo os 118,3 milhões (126,0 milhões em 2018), tendo a queda sido de 19% para o trimestre completado a setembro”, nota a Media Capital.

“No acumulado a setembro de 2019 os rendimentos de publicidade tiveram uma evolução negativa (-7%), tendo recuado 24% no terceiro trimestre. No segmento de televisão a publicidade registou uma variação de -11% (-32% no terceiro trimestre)”, diz a dona da TVI, numa altura em que decorre o processo de compra por parte da Cofina.

“No acumulado do ano, os gastos operacionais, excluindo amortizações, depreciações e gastos com restruturações, registaram uma subida de 5%, passando de 101,0 milhões para 105,5 milhões. No terceiro trimestre, os gastos ajustados subiram 1% face ao período homólogo”, remata. Olhando apenas para os gastos com restruturações, estes dispararam 154% para 1,42 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 19h42 com mais informação)

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