Investimento em certificados cresce 779 milhões em 2019. Fica abaixo do objetivo do Governo

O investimento nos produtos de poupança do Estado aumentou em 779 milhões de euros no ano passado, quando o objetivo do Governo era captar mil milhões de euros.

As aplicações em certificados aceleraram no último mês do ano passado, elevando para 779 milhões de euros o valor captado pelo Estado no acumulado do ano. No final de 2019, estavam assim aplicados em Certificados do Tesouro e de Aforro, 29.069 milhões de euros, um recorde histórico. Esse valor fica, contudo, aquém dos mil milhões de euros que eram previstos pelo Governo.

De acordo com o boletim estatístico do Banco de Portugal, em dezembro, o investimento nestes produtos de poupança do Estado aumentou em 49 milhões de euros.

Trata-se da captação mensal mais elevada desde o mês de agosto, com a maior parte do dinheiro a entrar para os Certificados do Tesouro. Estes engordaram em 34 milhões de euros em termos mensais, ficando contudo aquém do ritmo de captação verificado em novembro (38 milhões de euros). No final de 2019 estavam assim aplicados 17.049 milhões de euros em Certificados do Tesouro.

Os Certificados de Aforro acabaram, por sobressair pela positiva no último mês do ano, período em que engordaram em 15 milhões de euros. Ou seja, mais do dobro face aos seis milhões de euros verificados em novembro, e o montante mais alto desde julho de 2019. O saldo do investimento em Certificados de Aforro fixou-se no final do ano passado em 12.020 milhões de euros.

Evolução do investimento em certificados

Fonte: Banco de Portugal

No acumulado do ano passado, o investimento nos produtos de poupança do Estado aumentou assim em 779 milhões de euros. Este valor corresponde a uma quebra de 41% face aos 1.328 milhões de euros registados em 2018. E fica também aquém da meta de captação de investimento prevista pelo Estado para a totalidade do ano.

O objetivo do Tesouro passava por obter 1.000 milhões de euros junto dos pequenos aforradores, com esta meta a ser traçada em setembro do ano passado e que veio duplicar o valor inicialmente previsto de 500 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 11h37)

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