Fileira de calçado e artigos em pele representada por mais de 80 empresas portuguesas em Milão

  • Lusa
  • 14 Fevereiro 2020

Mais de 80 empresas portuguesas, responsáveis por 8.500 empregos e 550 milhões de euros de exportações, participam na próxima semana em Milão em três eventos internacionais.

Mais de 80 empresas portuguesas, responsáveis por 8.500 empregos e 550 milhões de euros de exportações, participam na próxima semana em Milão, Itália, em três eventos internacionais, entre os quais a maior feira de calçado do mundo.

Segundo a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), 69 empresas de calçado vão integrar a comitiva nacional na Micam, que decorre de domingo a quarta-feira em paralelo com a Mipel, onde o setor português de artigos de pele estará representando por duas empresas.

Já a feira de componentes Lineapelle recebe de quarta-feira a sexta-feira cerca de 1.200 expositores de 46 países, estando Portugal representado por 10 empresas.

O ministro de Estado, Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, visita no domingo a comitiva portuguesa em Milão.

“A presença na Micam insere-se na estratégia promocional definida pela APICCAPS e AICEP [Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal], com o apoio do Programa Compete 2020, e visa consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos”, destaca a associação setorial.

No total, precisa, são cerca de 180 empresas da fileira do calçado que estão a participar, desde o início do ano, num mega programa de promoção à escala internacional, orçado em 10 milhões de euros, e que se traduzirá na presença em mais de 60 dos mais prestigiados fóruns internacionais da especialidade.

Conforme salienta a APICCAPS, “a promoção comercial externa é a primeira das prioridades para a indústria portuguesa de calçado, que coloca no exterior mais de 95% da sua produção” e a presença naquela que é apresentada como “a maior e mais prestigiada feira de calçado do mundo” será, “uma vez mais, da maior importância”.

Ao todo, mais de 1.300 expositores, 45% dos quais estrangeiros de, aproximadamente, 30 países, e mais de 43 mil visitantes profissionais, 60% dos quais estrangeiros, marcarão presença na feira de Milão.

Portugal voltará a destacar-se como a segunda maior delegação estrangeira na feira, representando 12% dos expositores estrangeiros, sendo apenas superado por Espanha.

Entre as principais novidades da 89.ª edição da Micam, a associação aponta a segunda edição da área “Players District”, que reunirá novamente no pavilhão sete propostas de calçado desportivo sob o mote “Where outdoor and sportsshoes come into play” (onde o desporto e o ar livre entram em jogo).

A organização da feira diz que este novo espaço pretende “acrescentar mais uma tipologia de calçado à oferta de produtos da feira”: “Cada vez mais o desporto faz parte da vida dos consumidores e, por isso, a procura de calçado neste segmento é cada vez maior”, justifica.

Destaque ainda para o espaço “Fashion Square” onde, segundo a organização, “tudo começa”: Localizada no pavilhão 1 e com um teto de espelho, ali irão decorrer desfiles, seminários sobre moda, marketing, comportamento de consumidores e tecnologias, sendo também onde estão localizadas as marcas de alta gama.

Também mencionado pela APICCAPS é o “Fun Square”, que se apresenta como “o pavilhão mais divertido e entusiasmante da feira” e, com ecrãs Oculus e paredes em LED, reúne no pavilhão quatro áreas de ‘hair-styling’, ‘make-art’ e ‘nail-art’.

Já o “Man Square”, no pavilhão 1, será dedicado ao público masculino, com um enorme sapato de homem no interior do pavilhão e uma barbearia gratuita, enquanto no “Style Square” (no centro do pavilhão 3) serão apresentadas as coleções de designers internacionais, no “Kids Square” (pavilhão 4) o foco serão aos mais novos e o “Emerging Designers”, também no pavilhão 4, será uma área dedicada aos jovens designers que se distinguiram nesta indústria.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fileira de calçado e artigos em pele representada por mais de 80 empresas portuguesas em Milão

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião