Mota-Engil ganha dois projetos na América Latina de 315 milhões de euros

Empresa vai construir uma barragem na Colômbia, num projeto avaliado em 270 milhões de euros, bem como um troço de 24 km de uma estrada no México, num investimento de 45 milhões de euros.

A Mota-Engil fechou dois novos contratos de construção na América Latina, avaliados globalmente em 315 milhões de euros. O maior é na Colômbia, onde a construtora portuguesa vai construir uma barragem.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), nesta segunda-feira, a Mota-Engil dá conta da assinatura de um contrato para um projeto hidroelétrico na Colômbia, com um montante global de 270 milhões de euros.

Este contrato de construção “terá uma duração estimada de 46 meses e contempla a construção de uma central de produção de energia para a Talasa ProjectCo, sociedade veículo de capitais maioritariamente chineses, entre os quais da China Communications Construction Company) e da China Three Gorges Corporation”, dá nota o comunicado enviado ao regulador.

No mesmo comunicado a construtora liderada por Gonçalo Moura Martins dá ainda conta da recente assinatura de um contrato para a construção de uma estrada no México. Nomeadamente, um novo troço de 24 quilómetros da estrada Barranca Larga-Ventanill, no valor de 45 milhões de euros e que tem um prazo de construção de 540 dias.

“A adjudicação destes contratos é mais um exemplo relevante da dinâmica comercial da Mota-Engil na América Latina, continuando aquela região a afirmar-se como potenciadora do desenvolvimento do grupo”, diz a construtora.

Ainda em meados de dezembro, a casa mãe anunciou que a Mota-Engil México foi autorizada a comprar a concessionária da Autopista Cuapiaxtla-Cuacnopalan, que tem uma extensão de 63 quilómetros. A operação, detida a 100% pela Mota-Engil México, associada a um fundo de investimento, tem um prazo de 30 anos após o fecho financeiro, incluindo 24 meses de período de construção para executar cerca de 140 milhões de euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil ganha dois projetos na América Latina de 315 milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião