Lisboa no vermelho. Família EDP evita maiores perdas do PSI-20

Numa sessão em que o vermelho tomou conta das bolsas europeias, a praça portuguesa não foi exceção. Por cá, as ações da família EDP evitaram maiores perdas.

Em linha com as demais praças do Velho Continente, a bolsa lisboeta fechou a segunda sessão da semana em terreno negativo. A protagonizar as maiores perdas estiveram os títulos da Sonae. Já as ações da família EDP foram as estrelas desta terça-feira, evitando perdas mais acentuadas na praça nacional.

O índice de referência nacional, o PSI-20, caiu 0,15% para 5.389,13 pontos. Lá fora, o vermelho também dominou as demais bolsas europeias, com o Stoxx 600 a desvalorizar 0,7%, o francês CAC 40 a recuar 0,7%, o alemão Dax a perder 0,9% e o espanhol Ibex a descer 0,5%.

Por cá, destaque para a EDP, cujos títulos somaram 1,62% para 4,898 euros, e para a EDP Renováveis, cujas ações valorizaram 0,94% para 12,94 euros. As energéticas — que apresentam resultados esta quinta-feira — impediram, assim, perdas mais acentuadas na praça lisboeta.

E por falar em resultados, a Galp Energia anunciou, esta segunda-feira, que em 2019 registou um resultado líquido de 389 milhões de euros, o que representa uma quebra de 47% face aos 741 milhões registados no ano anterior (considerando o novo método contabilístico comparável). Face a estes dados, as ações desta cotada recuaram 0,11% para 14,11 euros.

Também no vermelho ficou a Sonae, cujas ações caíram 1,84% para 0,827 euros. As papeleiras seguiram a tendência de recuo: os títulos da Navigator desvalorizaram 1,6% para 3,07 euros, os da Semapa 1,45% para 12,22 euros e os da Altri 1,06% para 5,62 euros. As ações do BCP recuaram, por sua vez, 0,26% para 0,1915 euros.

Fora do PSI-20, destaque para as ações da Cofina, que caíram 2,45% para 0,477 euros. Isto no dia em que a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou já ter dado “luz verde” ao aumento de capital com que a Cofina. Será com esse capital que a dona do Correia da Manhã irá, juntamente com outros investidores, financiar a compra da Media Capital à Prisa. Os títulos da dona da TVI caíram mais de 6%.

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