Investimento em certificados afunda 660 milhões no arranque do ano

Início do ano trouxe uma queda acentuada no investimento em produtos de poupança do Estado: rombo foi de 660 milhões em janeiro. Isto deveu-se à quebra nos Certificados do Tesouro.

O início de 2020 trouxe um decréscimo acentuado no montante aplicado pelas famílias em certificados. O investimento nos produtos de poupança do Estado afundaram mais de 650 milhões em janeiro. Na base desta descida estão os Certificados do Tesouro, que perderam 690 milhões de euros. Já o montante investido em Certificados de Aforro voltou a engordar.

De acordo com o boletim estatístico do Banco de Portugal, em janeiro, o investimento nestes produtos de poupança do Estado caiu em 660 milhões de euros.

Esta queda deveu-se ao montante que está investido em Certificados do Tesouro: as aplicações neste produto caíram 691 milhões de euros no mês passado. Isto verificou-se porque há cinco anos foram emitidos os últimos Certificados do Tesouro Poupança Mais que ofereciam juros até 5%. A descontinuação desta remuneração atrativa — quem subscrevesse em fevereiro já “só” receberia uma taxa máxima de 3,25% no quinto ano da aplicação — provocou uma corrida a estes certificados durante o mês de janeiro de 2015. Estes títulos chegaram à maturidade no mês passado, provocando a queda. No final de janeiro de 2020 estavam aplicados 13.358 milhões de euros em Certificados do Tesouro.

Já os Certificados de Aforro engordaram 31 milhões de euros no arranque do ano. O saldo do investimento nestes certificados continua a engordar de mês para mês, tendo-se fixado em janeiro nos 12.051 milhões de euros.

Evolução do investimento em certificados

Fonte: Banco de Portugal

Tudo somado, o investimento dos aforradores portugueses em produtos de poupança do Estado ascendia a 28.409 milhões de euros no final do mês, menos 691 milhões de euros do que no mês anterior em virtude do “grande” reembolso dos Certificados do Tesouro Poupança Mais.

Este era um cenário já antecipado pelo Tesouro português, que espera obter junto das famílias poupanças líquidas — após amortizações — de apenas 150 milhões de euros. De acordo com o plano de financiamento incluído no Orçamento do Estado para 2020, serão emitidos 3.454 milhões de euros em Certificados do Tesouro, esperando-se amortizações no mesmo montante. Já os Certificados de Aforro deverão “captar” 797 milhões, com as amortizações a atingirem 649 milhões.

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