Covid-19: Fabricante de gravatas italiano vai produzir máscaras de proteção

  • Lusa
  • 16 Março 2020

Para ajudar a conter a pandemia de Covid-19, um fabricante italiano de gravatas decidiu utilizar restos de tecido para produzir máscaras antivirais.

Um fabricante italiano de gravatas decidiu utilizar restos de tecido para produzir máscaras antivirais, para ajudar a conter a pandemia de Covid-19, disse esta segunda-feira o empresário à agência de notícias AGI.

“Vamos produzir dez mil máscaras de proteção com restos de tecido. Os valores arrecadados vão ser destinados à região da Calábria (extremo sul de Itália) para que possa comprar equipamentos médicos”, disse o empresário Maurizio Talarico, natural de Catanzaro, Calábria.

“Creio que neste momento devemos ser todos generosos e ficarmos à disposição das pessoas“, acrescentou.

“Neste momento trágico para Itália, pensei que podia fazer alguma coisa para a minha região, a Calábria (…) Com os pedaços de tecido pensei em produzir máscaras, mesmo que não sejam homologadas vão poder, certamente, proteger aqueles que não estão contaminados“, disse o empresário de gravatas.

O empresário prevê produzir um total de dez mil máscaras, ao “ritmo” de 500 por dia.

“Inicialmente pensei distribuir as máscaras de forma gratuita, mas depois pensei que a Calábria precisa de material médico”, afirmou.

O ministro da Justiça italiano já admitiu a possibilidade de se poder vir a utilizar os ateliers de costura que estão instalados em estabelecimentos prisionais para fabricar máscaras de proteção.

É possível fabricar “milhares de máscaras por dia” nos 25 locais de trabalho que existem nas prisões italianas, disse o ministro acrescentando que espera a resposta do Instituto Superior de Saúde sobre as características das proteções.

A Itália é o país mais afetado pela pandemia de coronavírus registando, até ao momento, um total de 1.809 mortos e 24.747 pessoas contaminadas sendo que 368 cidadãos morreram nas últimas 24 horas, de acordo com o balanço publicado no domingo à noite.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ronda as 164 mil pessoas, com casos registados em pelo menos 141 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 245 casos confirmados. Do total de infetados, mais de 75 mil recuperaram.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Covid-19: Fabricante de gravatas italiano vai produzir máscaras de proteção

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião