Imaginem que não tínhamos levado a evolução digital a sério? Steven Braekeveldt, CEO do grupo Ageas explica

O grupo Ageas melhorou coberturas dos seguros de Vida e Assistência dos profissionais de saúde e em três dias dispersou um call center pelas casas dos operadores. O CEO Steven Braekeveldt explica.

O grupo Ageas, que detém a Ageas Seguros, Ageas Pensões, Médis, Ocidental e Seguro Directo, é a segundo maior grupo do setor em Portugal e Steven Braekeveldt, o seu CEO. Este belga, nascido em 1960, ainda lembra as memórias familiares das dificuldades durante a segunda guerra e dos duros tempos de reconstrução que ouviu em casa na infância.

Enfrentando o estado de emergência, Steven desabafa: “Imaginem que não tínhamos levado a evolução digital a sério? Como é que agora comunicaríamos com os nossos Clientes? O contexto que vivemos hoje, será útil para aumentarmos o nível de conhecimento digital de todos”. Acrescenta a responsabilidade social de Ageas como empresa: “Com um papel ativo na sociedade, temos de estar também atentos para não criarmos um fosso digital na sociedade deixando para trás uma parte da população mais vulnerável e carenciada”.

Steven Braekeveldt, CEO do grupo Ageas, está em casa.

Sobre as relações, neste tempo, com Clientes, Fornecedores e Parceiros o CEO afirma: “continuamos a prestar os nossos serviços através de meios alternativos, procurando na medida do possível a minimização de impactos nos níveis de serviço e resposta das diversas áreas”.

Aponta o exemplo da Seguro Directo que conseguiu passar todo o seu centro de atendimento ao cliente para trabalho remoto em tempo recorde, a adaptação exclusiva do seguro de vida da Ageas Seguros para profissionais de saúde e da proximidade da Ageas Seguros aos seus clientes das ordens profissionais, em particular, os profissionais de saúde, adaptando o seu seguro de vida e coberturas de assistência para ajudar a minimizar impactos negativos.

Deste esforço retira que “temos toda uma organização dedicada e mobilizada e é incrível ver o nível de solidariedade e de cooperação entre todas as equipas nestes tempos difíceis”.

No Grupo Ageas Portugal as pessoas estão a trabalhar a partir de casa e com recurso à tecnologia. “Gerir uma empresa neste contexto é, acima de tudo, e em primeiro lugar gerir a segurança das nossas pessoas”, diz Steven, “é aí que está o nosso foco, em garantir a segurança dos nossos mediadores e colaboradores e guiá-los naquilo que acreditamos ser a melhor forma de agir neste momento”, conclui.

Um dos nossos focos tem sido a Médis, que está na linha da frente da crise a fomentar a literacia e a apoiar os seus Clientes através da Linha de Enfermeiros disponível 24 horas por dia”, refere o CEO, mas “assumimos também o dever de informar e promover o conhecimento responsável daquilo que os nossos Clientes podem esperar do Grupo Ageas Portugal e das suas marcas”.

Facto relevante da ação do grupo tem sido o facto de toda a oferta de seguros da Ageas Seguros, Ageas Pensões, Médis, Ocidental e Seguro Directo continuar em comercialização. Foi visível nas últimas semanas, as grandes seguradoras internacionais começarem a reduzir coberturas em novas apólices nos mercados mais ameaçados pelo coronavirus.

Para a empresa e para o setor “o impacto não será apenas financeiro, ainda que este já se reflita no preço das ações, no imobiliário, e na propagação do risco que aumenta e com a qual toda a economia terá de lidar”, garante Steven Braekeveldt, acrescentando que “teremos também de lidar com o impacto da falta de contacto social – nas pessoas que se viam e interagiam todos os dias. Temos o desafio e o dever de refletir sobre a cultura da empresa e como alimentá-la neste contexto de trabalho remoto”.

Tentando ver um lado bom: “Sim, os sinistros podem reduzir mas, por outro lado, os custos de saúde vão aumentar e sendo esta uma situação desconhecida para todos (independentemente do setor) estamos a tentar tomar as melhores decisões”, conclui Steven Braekeveldt.

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