Fechado em casa? 10 dicas sustentáveis para continuar a proteger o ambiente

A pedido do Capital Verde, do ECO, a Quercus deixa "algumas dicas de eficiência de recursos enquanto estivermos em isolamento social".

Por estes dias, a palavra de ordem é “ficar em casa”. Trabalhar em casa, estudar em casa, cozinhar várias refeições por dia, seja para uma família pequena ou numerosa, comprar mais, consumir mais, ver multiplicar os sacos de lixo, ter as máquinas de roupa e de loiça a trabalhar quase sem parar. Resultado: mais resíduos urbanos e um maior gasto de eletricidade, gás e água.

“A pandemia de Covid-19 está a parar o Mundo. E irá inevitavelmente contribuir para repensarmos os nossos comportamentos e até que ponto conseguimos mudar alguns hábitos na nossa vida”, disse ao Capital Veerde, do ECO, fonte oficial da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. A organização não-governamental de ambiente (ONGA) aproveitou também para deixar um apelo: “Neste período de contenção, em que as famílias estão quase obrigadas a ficar em suas casas, seria importante as empresas fornecedoras de energia, água e gás pudessem oferecer um desconto social na prestação destes mesmos serviços básicos“.

Do lado da Câmara Municipal de Lisboa, por exemplo, o aumento exponencial do volume de resíduos já é um dado adquirido: “Com mais pessoas a trabalhar a partir de casa, a produção de lixo doméstico tem vindo a aumentar. Para que seja possível alocar todos os meios à recolha diária, está suspenso o agendamento e recolha de: lixo volumoso, resíduos verdes de limpeza de jardins, resíduos de construção e demolição”, admitiu já a autarquia.

A pedido do Capital Verde, do ECO, a Quercus deixa “algumas dicas de eficiência de recursos enquanto estivermos em isolamento social”, entre quais:

  • Se estamos mais tempo em casa gastamos mais água, mais eletricidade e mais gás. Assim, podemos tentar otimizar estes consumos. Por exemplo: de cada vez que abrimos a torneira gastamos entre 6 a 12 litros de água por cada minuto que passa. Nesta fase, em que não podemos deixar de lavar as mãos a cada gesto, podemos fazê-lo fechando obrigatoriamente a torneira de cada vez que desinfetamos ou ensaboamos as mãos, ou mesmo o corpo durante um banho.
  • Podemos também aproveitar a água de lavagem dos alimentos para a rega das plantas. Guardar a água que corre, quando a aquecemos para o banho, para a utilizar na lavagem do chão.
  • É importante desligar os equipamentos que não estão a ser utilizados e desligar as luzes dos espaços que não estão ocupados. Tentar aproveitar a tarifa bi-horária para as lavagens da roupa e da loiça, nas máquinas de lavar. Assim poupamos na carteira e poupamos o ambiente.
  • Mais tempo em casa poderá implicar uma maior produção de lixo, pelo que poderemos contribuir para a sua reciclagem colocando-os nos ecopontos corretos – azul para o cartão e o papel, verde para o vidro e amarelo para o plástico e metal. Mais dúvidas sobre o encaminhamento no lixo poderá esclarecer na aplicação Wasteapp, da Quercus. Procure os ecopontos perto da sua residência e participe na separação do seu lixo, sempre que tiver respostas para o seu encaminhamento.

  • Nesta situação, com o encerramento de algumas lojas, alguns de nós poderão estar limitados em poder comprar a granel, tendo que recorrer a comprar embalado. De qualquer forma, deverá evitar-se adquirir grandes quantidades de produtos, principalmente os perecíveis, para evitar passar os prazos ou que se estrague contribuindo para o aumento do desperdício alimentar.
  • Como estamos a comprar mais produtos embalados, podemos reutilizar estas embalagens para acondicionar outros alimentos ou outros produtos, mas também podemos usar as embalagens para fazer projetos, ocupando as nossas crianças.
  • Procurar comprar apenas o que é necessário, se possível opte pelas compras online, adquirindo os produtos da época e tentar comprar produtos de origem nacional. Se tiver que optar pela compra de produtos embalados, opte, sempre que possível, por embalagens familiares e que permitam a substituição através de recargas.
  • Verifique o prazo de validade dos produtos para evitar ultrapassá-los. Aproveite as sobras alimentares e seja criativo na sua reutilização para a confeção de novas receitas. Existem muitas ideias disponíveis na Internet que o poderão ajudar.
  • Se sair de casa, por breves minutos, não se esqueça de usar máscara. Se se sente perfeitamente saudável poderá usar um lenço de pano dobrado em triângulo (duplo, tipo “Zorro”) para evitar levar as suas mãos à face. Serve para o efeito e não é descartável. Lave-o de seguida.
  • Na situação de estar perante um caso suspeito ou confirmado de Covid-19, em tratamento no domicílio, todos os resíduos produzidos no tratamento do doente deverão ser colocados em sacos de lixo, resistentes e descartáveis, com enchimento até 2/3 da sua capacidade, fechados, e colocados dentro de um segundo saco devidamente fechado, e encaminhado para o contentor do lixo indiferenciado.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Fechado em casa? 10 dicas sustentáveis para continuar a proteger o ambiente

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião