Um Macan mais desportivo. Chegou o GTS

Entre os S e o Turbo, o GTS promete ser um bom compromisso para quem procura o conforto mas não dispensa a potência. E a estética distintiva.

O Macan foi das melhores apostas que a Porsche fez nos últimos anos. Depois do Cayenne, a fabricante de Estugarda respondeu à crescente procura por SUV com um modelo mais compacto, mas com todos os atributos que distinguem a marca das restantes. Entre elas, o estilo, mas principalmente a (muita) potência.

Com o restyling veio o Macan e o Macan S. Para quem queria sensações mais fortes, juntou-se o crème de la crème, o Turbo — carregado com 440 cv que atiram o SUV até aos 270 km/h. Mas, agora, há mais uma opção a ter em conta. Um meio-termo. Ou melhor, um bom compromisso entre o estilo civilizado dos Macan e o look mais ready to race dos Turbo, que vai buscar a designação aos anos 60.

O GTS destaca-se pelos detalhes em preto, da grelha aos faróis (à frente e atrás), até à dupla saída de escapes na traseira. Além das side blades, nas portas, também escuras, com inscrição do modelo, e as jantes de 20 polegadas que assentam que nem uma luva num modelo em que o lado mais dark também se mostra no interior.

Não tem só um volante de corrida

Se por fora é fácil perceber que este é um Macan especial, lá dentro a marca fez questão de dar ao condutor boa noção de que está ao volante de um modelo diferente. E isso começa exatamente pelo… volante. Tal como os restantes GTS da Porsche, também aqui temos um círculo coberto em alcântara com aquecimento.

Esta é apenas uma das muitas das características distintivas no interior do GTS, que brinda condutor e restantes ocupantes com pormenores como o aço escovado no tablier, mas também bancos mais desportivos ainda que este “disfarce” não ponha nunca em causa o conforto. Afinal, estamos a falar de um modelo para a família.

Tal como bancos contam com ajustes para todos os gostos, também o próprio do Macan. Daí que o túnel central esteja cheio de botões de um lado e do outro da manete da caixa automática. Mais acima, temos mais onde tocar, neste caso o ecrã de 10,9 polegadas que não passa despercebido. É um splash de tecnologia que contrasta, e bem, com o cronómetro no topo do tablier, aquele que nos desperta a vontade de rodar a chave.

A potência bi-turbo

Sob o capot está um 2.9 V6 bi-turbo capaz de produzir 380 cv. É garantia de um ronco simpático ao simples rodar da chave, para o qual contribui obviamente o escape desportivo de série nesta versão. Apesar de toda a potência, e daquele barulhinho que sai pela traseira, não é um automóvel brusco. É civilizado quanto baste, sendo as passagens da caixa automática suaves.

Mesmo com uma afinação mais desportiva, que rebaixou o Macan em 15 milímetros, o GTS prima pelo conforto, mas sem descurar as aptidões mais desportivas. Basta dar um toque no seletor dos modos de condução, rodando para Sport ou Sport Plus, para se sentir a alma racing deste… SUV.

A resposta do motor é potente quando se desafiam todos os cavalos. E os números demonstram-no: 4,7 segundos dos 0 aos 100 km/h, com uma velocidade máxima de 261 km/h. É preciso algum estômago para aguentar o “coice”, mas também algumas mãozinhas para o domar — embora as ajudas à condução estejam lá para evitar qualquer calafrio.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Um Macan mais desportivo. Chegou o GTS

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião