Munich Re assume que covid-19 penalizou balanço trimestral

  • ECO Seguros
  • 6 Abril 2020

A resseguradora recua no objetivo de lucro anual e suspende uma operação de recompra de ações próprias que havia programado. E antecipa que o lucro do 1º trimestre terá caído mais de 100 milhões.

A Munich Re divulgou um comunicado informando acionistas e investidores de que “devido à grande incerteza quanto aos impactos macroeconómicos e financeiros da COVID-19”, na perspetiva atual – e assumindo um fardo de grandes perdas causadas pelo homem e por catástrofes naturais que, de outra forma, estão dentro das expectativas – “a Munich Re não atingirá o guidance de 2,8 mil milhões de euros de lucros em 2020, como um todo,” adverte a resseguradora.

No primeiro trimestre de 2020, “o segmento de resseguro de sinistros imobiliários da Munich Re averbou considerável carga de sinistros em conexão com os efeitos da crise COVID-19, que se agravou significativamente”, assume a companhia sediada em Munique.

As despesas com sinistros deveram-se principalmente “ao cancelamento e adiamento de grandes eventos”. Assim, embora os trabalhos nas contas trimestrais “tenham apenas começado”, a Munich Re já antevê lucros na banda inferior de três dígitos [centenas] de milhões de euros para os primeiros três meses de 2020”, avisa a resseguradora recordando que, entre janeiro e março de 2019, obteve um ganho líquido de 633 milhões. Com base nesta previsão, o resultado trimestral será, pelo menos, inferior a 500 milhões.

Além de recuar face ao alvo de lucro anual e de prever declínio assinalável de lucro no primeiro trimestre de 2020, o comunicado de informação relevante da Munich Re acrescenta que a implementação do programa de recompra de ações planeado para 2020/2021, conforme anunciado em 26 de fevereiro de 2020 fica suspensa “até novo aviso e até que haja maior clareza tanto sobre os encargos reais decorrentes da COVID-19 quanto sobre os requisitos de capital para potenciais oportunidades de negócios orgânicos ou inorgânicos”.

No entanto, a companhia mantém – para a assembleia geral anual de abril – a proposta de aumentar dividendos para 9,80 euros por ação.

Ainda, apesar do impacto da pandemia de covid-19 na evolução do mercado de capitais e das perdas na atividade de resseguro, o rácio de solvência da Munich Re segue “confortável dentro da faixa ideal entre 175 e 220% dos requisitos”, acrescenta a instituição germânica.

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