Como as empresas estão a premiar os trabalhadores durante a pandemia

Da indústria ao retalho, as empresas estão a dar bónus aos trabalhadores para conseguirem fazer face aos constrangimentos causados pela pandemia do novo coronavírus.

Para ajudar os trabalhadores a fazer face aos constrangimentos causados pela propagação do novo vírus, as empresas estão a reforçar os salários, a pagar os salários por inteiro e até a fazer horários rotativos como forma de se adaptarem às novas limitações e desafios recomendados pelo Governo e pelas autoridades de saúde nacionais e internacionais. Além de ajudar todos os trabalhadores a dar resposta a eventuais despesas imprevistas, é muitas vezes também uma forma de agradecer o esforço e o empenho de quem continua a trabalhar nesta fase crítica, para garantir que os bens essenciais chegam à população durante a quarentena.

Em Portugal, estes prémios têm tido maior expressão em empresas do setor da distribuição e do retalho, que continuam a operar, bem como na indústria.

Na Auchan, todos os trabalhadores vão receber um prémio de 20% sobre o salário total já no final deste mês. “Este bónus é uma forma de reconhecer o esforço diário dos colaboradores neste período marcado pelo surto do novo coronavírus“, sublinha fonte oficial da retalhista.

A cadeia de supermercados espanhola Mercadona decidiu atribuir a todos os colaboradores — 90.000, em Espanha e Portugal — um prémio equivalente a 20% do salário bruto no vencimento relativo a março, como forma de “reconhecimento e compromisso”. Já a DIA Portugal, marca das lojas Minipreço, Clarel e Mais Perto, decidiu distribuir 1,3 milhões de euros a todos os trabalhadores em próprias, franquias, armazéns e equipas de apoio. Cada trabalhador das 641 lojas e três armazéns por todo o país receberá o equivalente a mais 250 euros no próximo salário.

“Mais do que nunca, a DIA tem uma equipa dedicada e que dá o melhor de si com uma clara missão: servir a população portuguesa em circunstâncias particularmente difíceis. Um compromisso absoluto com a sociedade e com Portugal que merece ser reconhecido. Só tenho palavras de agradecimento e admiração”, comentou Miguel Guinea, presidente executivo da DIA Portugal.

Ao ECO, fonte oficial da Sonae MC, dona do Continente, confirmou que atribuiu “uma compensação como forma de agradecimento aos seus colaboradores de lojas e entrepostos”, mas não revela o montante. Já no Pingo Doce, todos os trabalhadores estão a receber os salários por inteiro e a rotação das equipas faz-se a cada 15 dias, de forma a “contribuir para a proteção e segurança dos nossos colaboradores”, refere fonte oficial.

O Lidl anunciou a contratação de 500 pessoas durante a semana passada e confirmou que o reforço é “uma forma compensar o facto de alguns colaboradores estarem em casa a prestar assistência à família“. A empresa avançou ainda ao ECO que “está a avaliar a situação” relativamente à possibilidade de compensações extra no salário, mas não revela valores.

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Tal como no retalho e na distribuição, também a indústria petrolífera não para em tempos de pandemia. Nesse sentido, a PSA Sines concessionária do terminal XXI do porto de Sines, decidiu atribuir um reforço extra de 300 euros brutos no salário aos mil trabalhadores da empresa, referente a março. A empresa decidiu ainda adiar o desconto de salário para os trabalhadores que têm de ficar em casa com os filhos, para terem tempo de se “adaptar” a esta nova realidade.

Para as empresas que pararam atividade e que precisam de continuar a pagar salários, o Governo disponibilizou um regime de lay-off, que já pode ser requisitado no site da Segurança Social. Deste montante, 70% será pago pela Segurança Social e 30% pelo empregador e a transferência da Segurança Social será feita no dia 28 de cada mês, revelou Marques Mendes, no habitual comentário de domingo, na SIC.

O novo lay-off vai ficar disponível até 30 de junho, mas o Governo já admitiu prolongar até final de setembro, consoante a necessidade e as consequências da pandemia.

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