“Nenhum instrumento de apoio à TAP está excluído. Nem a nacionalização”, diz Siza

O ministro da Economia e o primeiro-ministro reuniram-se, esta terça-feira, com um conjunto de académicos e especialistas, com os quais discutiu a atual situação económica e financeira do país.

O Governo vai apoiar a TAP e tem vários instrumentos à disposição para o fazer — incluindo a nacionalização —, segundo o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira. O governante esteve esta terça-feira com o primeiro-ministro numa ronda de encontros com especialistas em economia para discutir medidas de recuperação no pós-Covid.

“A TAP é uma empresa estratégica para Portugal. É óbvio que o Estado vai continuar a acompanhar a situação na TAP e que vai assegurar a continuidade da TAP. Os instrumentos são os mais diversos e não excluímos nenhum, nem a nacionalização”, disse Siza Vieira.

O responsável pela pasta da Economia é o terceiro membro do Executivo a considerar a hipótese de renacionalizar a empresa, cuja atividade está praticamente parada e que tem quase todos os trabalhadores em lay-off. Tanto o primeiro-ministro António Costa como o ministro das Finanças Mário Centeno já tinham aberto a porta a esta opção no caso da TAP.

Pensar no “regresso à atividade”

De forma mais alargada, o ministro explicou que o Governo está a estudar novas formas de apoio às empresas para impulsionar a retoma da economia. “Temos de começar a pensar na forma como vamos criar a confiança de que estão criadas as condições para um regresso a uma atividade que tem de ser gradual, mas que tem de ser feita”, defendeu.

Apontou para a reabertura da economia para dentro de “algumas semanas” e acrescentou que eventuais medidas de estímulo e apoio à retoma serão adaptadas ao impacto que cada setor está a sofrer.

Siza Vieira e António Costa reuniram-se, esta terça-feira, com um conjunto de académicos e especialistas, com os quais discutiu a atual situação económica e financeira do país, as perspetivas futuras e as medidas a adotar para promover o relançamento da atividade económica.

Portugal, como todos os outros países europeus e do mundo, mergulhou numa forte crise provocada pela Covid-19. Com o país parado, Mário Centeno admite que quebra do PIB poderá ser superior a 20% no segundo trimestre. O total do ano será igualmente negativo, mas o ministro das Finanças afasta uma quebra de dois dígitos. O FMI aponta para uma quebra de 8%.

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