Centros comerciais em Lisboa reabrem na segunda-feira

Os centros comerciais na região de Lisboa e Vale do Tejo vão abrir portas na próxima segunda-feira, 15 de junho, anunciou António Costa.

Depois de duas reaberturas adiadas, os centros comerciais na região de Lisboa e Vale do Tejo vão, finalmente, abrir portas. A decisão foi tomada esta terça-feira em Conselho de Ministros e a próxima segunda-feira, 15 de junho, é a data marcada para o regresso à normalidade dos shoppings na capital.

“Decidimos eliminar a partir da próxima segunda-feira as restrições que ainda existem relativamente ao conjunto do país, designadamente permitir a abertura dos centros comerciais, de acordo com as regras definidas pela Direção-Geral de Saúde“, disse o primeiro-ministro, em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

Em todo o país, os centros comerciais reabriram portas a 1 de junho, naquela que foi considerada a terceira fase de desconfinamento. Contudo, de fora ficaram os shoppings na zona da capital, devido ao elevado número de casos que tem vindo a ser detetado. Assim, apontou-se 6 de junho com a data de reabertura, mas o Governo decidiu voltar a adiar. 15 de junho é, assim, a data final.

Esta reabertura mais tardia não foi vista com bons olhos pelos proprietários dos centros comerciais, nem pelos lojistas. A associação que representa os proprietários alertou para os impactos, nomeadamente a nível da falências e desemprego, que estas limitações iam trazer, enquanto os lojistas falavam num “murro no estômago”.

Vendas dos lojistas caem 40% na primeira semana de abertura

De acordo com a recente Associação de Marcas de Retalho e Restauração (AMRR), que representa os lojistas, na primeira semana de reabertura as vendas das lojas dos centros comerciais (excetuando de Lisboa) caíram 40,6% face ao mesmo período do ano passado, enquanto nas lojas de rua se observou uma queda de 37,2%.

Mas, para além destes dados médios, houve lojistas a reportar quebras entre os 50% e os 70% e outros mesmo superiores a 70%. A maioria, contudo, viu uma perda entre os 25% e os 50%. Estes números mostram que “o cenário de retoma está longe para a recuperação dos prejuízos desde que foram encerradas devido à pandemia no mês de março”.

“Apesar do enorme esforço dos lojistas em estarem abertos com ações diversas e promoções à custa das suas margens de vendas, podemos verificar que, ainda assim, estão com níveis de vendas muito reduzidos”, diz Miguel Pina Martins, fundador da AMRR, citado em comunicado. “A tendência nas próximas semanas é que esta situação seja agudizada, deixando muitos lojistas numa dura situação, pelo menos até setembro”, continua o também CEO da Science4You.

A associação continua a debater-se pela questão das rendas, defendendo uma moratória de seis meses. “É urgente legislar a questão das rendas, pois a partir de julho termina a moratória para os lojistas que, com este cenário, não terão liquidez para fazer face aos custos”, diz o responsável, antecipando uma “tempestade dramática” com custos que os lojistas não serão capazes de cobrir.

(Notícia atualizada às 15h17 com balanço da primeira semana de abertura)

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