Eletrodomésticos novos? Tenha atenção à nova etiqueta energética

Vai ser mais fácil escolher eletrodomésticos eficientes e poupados lá para casa. Vêm aí a nova etiqueta energética. Conheça-a aqui.

Tal como o ECO/Capital Verde já tinha anunciado no Dia Mundial da Energia, a etiqueta energética que normalmente se encontra nos eletrodomésticos e outros equipamentos eletrónicos está a mudar. Para os consumidores portugueses são serem apanhados desprevenidos, a ADENE lançou agora o novo site https://www.novaetiquetaenergetica.pt/, com toda a informação sobre a entrada em vigor da nova etiqueta de eficiência energética.

Já a partir de novembro vai então ser mais fácil escolher eletrodomésticos eficientes e poupados lá para casa. Televisores, frigoríficos e arcas congeladoras, máquinas de lavar loiça, de lavar roupa e de lavar e secar roupa vão ter uma nova etiqueta energética, em paralelo com a antiga, tinha já anunciado a Deco.

Quais as novidades da nova etiqueta energética?

Escala de classes de eficiência energética
A escala de classes de eficiência energética é o elemento central da etiqueta. Na nova etiqueta a escala regressa à nomenclatura de A a G. As classes A+, A++ e A+++ já não serão utilizadas. A escala de cores não será alterada, uma vez que é facilmente reconhecível e utilizável pelo consumidor.

Código QR
A informação técnica que acompanha os produtos abrangidos pela regulamentação de etiquetagem energética, etiqueta energética e ficha de produto, serão disponibilizados ao público na Base de Dados de Produtos Europeia, EPREL. Estas informações estarão acessíveis diretamente no site da União Europeia, bem como através da leitura do código QR incluído na etiqueta energética.

Pictogramas
A maioria dos pictogramas da etiqueta antiga serão mantidos na nova versão. No entanto, alguns foram ligeiramente adaptados e outros foram introduzidos recentemente (por exemplo: eficiência energética no modo grande alcance dinâmico (HDR) para TVs e monitores; tempo de lavagem para máquinas de lavar; etc.).

Consumo de energia
O consumo de energia dos produtos é apresentado de maneira mais proeminente na seção central da etiqueta. O consumo é apresentado em kWh por ano, kWh por 1000 horas ou kWh por 100 ciclos, dependendo do grupo de produtos.

Classe A vazia por agora. Classe B passa a ser a mais eficiente

A célebre etiqueta, que nos habituámos a ver e a consultar no momento de compra de eletrodomésticos e outros produtos relacionados com energia, constitui desde a década de 90 uma das ferramentas mais conhecidas dos consumidores para o apoio no processo de escolha de novos produtos.

Concebida inicialmente com uma escala energética entre A e G, a evolução tecnológica dos produtos ao longo dos anos tornou necessário ajustar esta escala, introduzindo as classes A+, A++ e A+++, para dar resposta à presença no mercado de produtos mais eficientes. No entanto, sublinha a ADENE em comunicado, “este acrescento de classes esgotou o seu potencial, não sendo neste momento facilmente percetível para o consumidor a efetiva diferença entre classes, nem a mais-valia de um produto de classe A face aos de classes A adicionais”.

A pensar nisso, em 2017, a Comissão Europeia publicou um novo regulamento relativo à etiquetagem da eficiência energética que vem introduzir alterações substantivas. Desde logo com o regresso da escala entre A (mais eficiente) a G (menos eficiente), sem classes adicionais.

De acordo com a Deco, num primeiro momento a classe A (que corresponde ao topo em termos de eficiência energética) irá manter-se vazia, para encorajar os fabricantes a desenvolverem equipamentos mais eficientes. Para evitar confusões, importa saber que, com as novas etiquetas energéticas, os equipamentos mais eficientes situar-se-ão na classe B ou nas classes inferiores a esta. Além disso, na nova etiqueta energética os fabricantes deverão integrar um código QR, com um acesso direto a toda a informação sobre o produto. Ao digitalizar o código QR com o smartphone, o consumidor será encaminhado para uma base de dados gerida pela União Europeia (EPREL), onde poderá ver e fazer o download da ficha técnica para todos os aparelhos com a nova etiqueta.

Esta nova etiqueta energética entrará em vigor nas lojas, físicas e online, no dia 1 de março de 2021, para apenas quatro dos 15 grupos de produtos atualmente abrangidos pela etiquetagem energética:

  • Máquinas de lavar louça;
  • Máquinas de lavar roupa e máquinas combinadas de lavar e secar roupa;
  • Frigoríficos, arcas e outros aparelhos de refrigeração, incluindo aparelhos de armazenagem de vinhos;
  • Ecrãs eletrónicos, incluindo televisores, monitores e ecrãs de sinalização digitais.

Depois disso, a 1 de setembro de 2021 entrará em vigor a nova etiqueta energética para as fontes de luz (lâmpadas). Os demais grupos de produtos abrangidos irão adotar a nova etiqueta progressivamente. Adicionalmente, a Comissão Europeia criou uma Base de Dados de Produtos, onde os fornecedores devem colocar toda a informação relativa aos produtos que comercializam na União Europeia antes da entrada dos mesmos no mercado europeu, de forma a estarem disponíveis, diferenciadamente, para o público e as autoridades fiscalizadoras.

Esta iniciativa enquadra-se no projeto europeu Label 2020, financiado pelo programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, que envolve 16 países europeus e no qual a ADENE é a entidade parceira nacional. O Label 2020 conta com o apoio da Direção Geral de Energia e Geologia, bem como a colaboração do projeto BELT (Boost Energy Label Take Up), financiado pela União Europeia ao abrigo do programa Horizonte 2020. Este projeto visa prestar apoio na implementação da nova etiqueta energética e promover a adoção de equipamentos mais eficientes ao nível europeu. Em Portugal, a Deco Proteste é responsável pela sua implementação ao nível dos consumidores, em cooperação com outros dois parceiros nacionais do projeto junto dos retalhistas: a Sonae e a Worten.

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