Céus reabrem hoje. Há 188 voos no país, mas só 32 são da TAP

No dia em que as fronteiras da União Europeia reabrem, os aeroportos nacionais deverão receber 188 aviões. Apenas 32 são da TAP.

Em dia de reabertura das fronteiras aéreas da Europa, os aeroportos nacionais preparam-se para receber o dobro dos voos que têm recebido nos últimos dias. De acordo com as contas do ECO, deverão aterrar no país 188 aviões, dos quais 32 da companhia aérea nacional.

Depois de cerca de três meses encerradas devido à pandemia de coronavírus, as fronteiras aéreas da União Europeia vão finalmente abrir, permitindo uma mais livre circulação de turistas, ainda que com condições impostas à chegada em alguns países. E Portugal não é exceção. No dia em que o país também reabre as fronteiras terrestres com Espanha, os aeroportos nacionais, principalmente o de Lisboa, preparam-se para encher mais slots.

De acordo com as contas do ECO, feitas com base na informação disponível no site da ANA – Aeroportos de Portugal, esta quarta-feira Portugal vai receber 188 aeronaves vindas de outras zonas do país, mas principalmente do estrangeiro. Este número é mais do dobro dos 85 aviões que aterraram no país esta terça-feira.

Dos quase 200 voos que estão planeados para hoje, a maioria (67) tem como destino o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Atrás aparece o Porto, com 39 voos, Faro com 33 e Ponta Delgada com 22. Depois surgem as restantes ilhas: Funchal (13), Porto Santo (cinco), Santa Maria (três), Horta (três) e Flores (três).

17% de todos os voos são da TAP

Numa análise por companhias aéreas, a TAP vai ser responsável por 17% dos voos que vão aterrar nos aeroportos nacionais, num total de 32. Numa análise mais detalhada, a companhia aérea nacional tem 24 aviões planeados para aterrar na capital e apenas dois para aterrar no Porto. O Faro receberá dois voos da TAP, assim como Porto Santo e o Funchal, enquanto Ponta Delgada receberá apenas um.

Recorde-se que, resultado da situação financeira da empresa, a TAP vai cortar rotas. No final de maio, quando divulgou a lista de destinos e rotas, a companhia aérea impressionou pela negativa várias entidades e autarcas do Norte, dado que a maioria dos voos tinha como destino a capital, deixando o Norte do país desequilibrado. E foram vários os governantes, como António Costa e Pedro Nuno Santos, a condenar esta “lista”.

Contudo, no início de junho, a empresa garantiu que vai recuperar as rotas que tinha a partir do Porto “o mais rapidamente possível”. “A TAP está empenhada em recuperar tão rapidamente quanto possível, e de forma sustentável, a proporcionalidade da sua oferta no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no conjunto da sua operação, relativamente ao período pré-Covid-19”, referiu a empresa.

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