Setor das agências de viagens diz que turismo não vai poder ajudar a retoma

  • Lusa
  • 8 Julho 2020

Presidente do setor que representa as agências de viagens considera que o turismo não vai poder ajudar à recuperação da economia porque está dependente da retoma da mobilidade.

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) defendeu que o turismo não pode apoiar a recuperação económica face ao impacto da pandemia de covid-19, uma vez que está dependente da retoma da mobilidade.

“Sabemos que há duas preocupações nesta crise: a primeira é que esta é a maior que estamos a viver, a segunda é que o turismo não pode ajudar na recuperação. Só vai aparecer mais tarde, quando a mobilidade se recuperar”, considerou Pedro Costa Ferreira, que falava num webinar do Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL).

Para este responsável, a resposta para a mobilidade tem que ser global, tendo em conta que “não vale a pena recuperar a confiança em Portugal se, [por exemplo], em Cuba não estiver recuperada”.

No entanto, a recuperação está dependente “de uma resposta em termos de saúde pública”, que passa por uma vacina contra a doença de Covid-19 e por terapias.

“O turismo não é distanciamento social é relacionamento social”, vincou o presidente da APAVT, acrescentando que o grande desafio para Portugal é manter a oferta turística e os players do setor vivos.

“É urgente que os apoios a fundo perdido cheguem às empresas. Só isso as vai manter vivas e permitir a recuperação do turismo e da economia”, concluiu.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 544 mil mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.631 pessoas das 44.859 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Setor das agências de viagens diz que turismo não vai poder ajudar a retoma

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião