EUA enfrentam “choque económico e de saúde” que pode “deixar cicatrizes permanentes”

  • Lusa
  • 10 Julho 2020

Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, alertou para ameaça de "cicatrizes permanentes" e recomendou ao Governo dos EUA a manter assistência aos cidadãos e às empresas afetadas pela pandemia.

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) afirmou na quinta-feira que os Estados Unidos estão a enfrentar “um choque económico e de saúde” que pode “deixar cicatrizes permanentes”.

A OCDE recomendou ao Governo norte-americano que continue a oferecer assistência pública aos seus residentes e às empresas afetadas pela pandemia.

Estas são algumas das sugestões feitas no último estudo económico da OCDE sobre os Estados Unidos, apresentado na quinta-feira, que também sublinha a necessidade de o apoio económico persistir em empresas de setores como o lazer ou a restauração mesmo depois de a atividade económica ter sido totalmente reativada.

“A economia dos EUA está a debater-se com um choque económico e de saúde que ameaça atrasar os ganhos económicos significativos da última década e deixar cicatrizes permanentes”, disse o Secretário-Geral da OCDE, Angel Gurría, no lançamento do estudo.

Gurría explicou que também é importante “ajudar as pessoas a regressarem ao trabalho, eliminando barreiras regulamentares desnecessárias ao emprego e à mobilidade” para impulsionar a recuperação e ajudar a evitar uma queda do nível de vida e da igualdade.

O estudo da OCDE projeta uma recuperação “gradual” após a pandemia da covid-19 ter travado “abruptamente” uma expansão de uma década e reduzido o rácio emprego-população ao seu nível mais baixo de sempre.

Na melhor das hipóteses, o crescimento do PIB irá recuperar para 4,1% em 2021 após uma queda de 7,3% em 2020, enquanto que uma segunda vaga de surtos fará um crescimento do PIB de 1,9% em 2021 após uma queda de 8,5% em 2020.

De acordo com a OCDE, é necessário melhorar a coordenação das políticas de saúde a todos os níveis de Governo em Washington, para assegurar que os sistemas de seguro de saúde não permitam que grandes grupos populacionais caiam nas lacunas entre diferentes programas.

“Para minimizar o risco de uma segunda vaga causar outro bloqueio económico em grande escala, será fundamental desenvolver procedimentos de teste, monitorização, seguimento e isolamento”, disseram os peritos da instituição sediada em Paris.

Na frente económica, a OCDE afirmou que “todos os esforços devem concentrar-se no relançamento do crescimento e do emprego a longo prazo, com medidas políticas concretas para remover barreiras ao emprego e oportunidades futuras”.

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