BRANDS' PESSOAS O que a pandemia mudou nas soft skills?

  • BRANDS' PESSOAS
  • 13 Julho 2020

"É essencial que as empresas capacitem as suas pessoas nas competências que visam trabalhar melhor num novo formato de trabalho", refere Patrícia Vicente, Manager EY, People Advisory Services.

Quando no início de 2020 abordei “A importância das soft skills” numa era em que a automação, a inteligência artificial e a robotização ganhavam espaço nas empresas e nos processos de trabalho, estava longe de imaginar que o período de transição seria encurtado a alta velocidade, com um gigantesco salto digital para muitas empresas, fruto, infelizmente, de uma pandemia que nos tem vindo a afetar a todos, nas nossas vidas pessoais e profissionais.

Aquilo que perspetivávamos como um processo natural de evolução e adaptação tecnológica e digital, tornou-se uma necessidade global para que fosse possível mantermos a nossa atividade e o negócio das nossas empresas em funcionamento.

No início do ano reforçava a importância das competências comportamentais no processo de adaptação a uma nova era digital, na qual as empresas necessitavam desenvolver nas suas pessoas, nomeadamente a empatia, a capacidade de relacionamento com os outros, a comunicação, a resiliência, a capacidade de adaptação, a flexibilidade e a criatividade, associadas a uma forte atitude que potencie uma postura diferenciadora. A verdade é que hoje percebemos que estas foram – e estão ainda a ser – as competências-chave para lidar com sucesso perante uma mudança repentina e um isolamento forçado, no qual nos vimos obrigados a transformar as nossas casas em locais de trabalho, durante um período de tempo que, para muitos, é ainda indeterminado, mantendo o empenho, a motivação e a produtividade, bem como potenciando a capacidade para transformar atividades, processos e negócios num formato adaptável à era Covid-19.

trabalho-remoto

Este foi o grande teste à atitude, à resiliência e ao foco. Naturalmente, terá sido um processo mais exigente e desafiante para aqueles que estão em fase de desenvolvimento destas competências e que perante as limitações tiveram de obrigatoriamente as promover e superar.

"Podemos dizer que o Covid-19 foi o maior impulsionador do trabalho remoto.”

Patrícia Vicente

Manager EY, People Advisory Services

Agora que estamos na fase do regresso ao trabalho, em formatos remotos e híbridos, com novas metodologias de trabalho, planos de contingência e a adaptação a uma nova realidade de trabalho mais remota e digital, a necessidade de promover e trabalhar estas competências nos colaboradores ganhou uma importância ainda maior, despertando um sentimento de urgência nas empresas em potenciar o desenvolvimento das suas pessoas nas competências críticas para o imediato e para a próxima etapa, que ainda sabemos incerta ou até desconhecida. Mas que sabemos ser exigente. É fundamental compreender as dificuldades e limitações que os colaboradores sentiram – ou ainda sentem – sejam elas tecnológicas ou comportamentais, pois essa será a prioridade para os resultados da próxima fase. Por um lado, porque desconhecemos a necessidade de um novo isolamento, mas devemos planeá-lo, e por outro, porque naturalmente o formato de trabalho remoto foi adotado de forma mais permanente em algumas empresas e há inevitavelmente necessidades de adaptação.

O passo digital que demos nos últimos meses foi gigante e é esse o caminho que vamos continuar a percorrer, dificilmente um grande passo atrás será dado. Podemos dizer que o Covid-19 foi o maior impulsionador do trabalho remoto. Mas para que este passo digital seja seguro, é essencial nesta fase que as empresas criem condições e capacitem as suas pessoas nas competências que visam trabalhar melhor num novo formato de trabalho.

soft skills

É importante ainda abordar outro fator fundamental a ser trabalhado juntamente com as competências já abordadas: a motivação. Adotámos novas formas de trabalhar, novas ferramentas, novos formatos de interação, que têm impacto na forma individual como cada um encara o seu trabalho, no seu dia-a-dia, na relação com os outros e na relação individual com o seu trabalho. É neste contexto de mudança que as áreas de Recursos Humanos necessitam de trabalhar e adaptar as experiências que promovem, os planos de formação e os grupos de trabalho. Necessitamos de promover experiências que potenciem impacto positivo e fortaleçam as nossas lideranças e as nossas equipas, e que, embora fisicamente distantes, as aproximem e promovam crescimento, evolução e bem-estar.

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