Acionistas da EDP sabem que as acusações contra Mexia “não têm fundamento”, diz Catroga

  • ECO
  • 31 Julho 2020

Representante da CTG no Conselho Geral e de Supervisão espera que o poder judicial derrote as acusações contra a EDP. Sobre Novo Banco, alerta para a "espuma mediática para iludir as pessoas".

Eduardo Catroga, que representa a China Three Gorges, no Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da EDP, tem esperança que o poder judicial” venha a derrotar os processos contra a elétrica, nomeadamente contra António Mexia e Manso Neto. Ao Jornal Económico (acesso pago), diz que os acionistas da empresa sabem que as acusações “não têm fundamento”.

“O Conselho de Administração sempre foi transparente em relação a todas estas questões e deu todas as informações. O CGS sempre acompanhou as varias fases deste processo e mostrou a sua solidariedade para com esses dois administradores”, diz. “Os acionistas da EDP sabem que as questões em análise no poder judicial, que respeitam, não têm fundamento e são soberanos na escolha dos administradores“, remata, questionado sobre uma possível recondução de Mexia.

Numa longa entrevista ao JE, Catroga fala, além da EDP, da TAP e Efacec, mas também do Novo Banco. Diz que é preciso “utilizar os mecanismos contratuais e legais para garantir a transparência de todo o processo”, defendendo as auditorias. “Agora vejo muita espuma mediática para iludir a perceção das pessoas e comentadores e provocada por forma a disfarçar eventuais responsabilidades do modelo da decisão tomada pelo Governo e Banco de Portugal e negociada com a Comissão Europeia em outubro de 2017 – então talvez a negociação possível -, mas que os desenvolvimentos posteriores da atual crise do Covid-19 evidenciam consequências negativas face as expectativas vendidas à opinião pública em outubro de 2017″, remata.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Acionistas da EDP sabem que as acusações contra Mexia “não têm fundamento”, diz Catroga

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião