PS dá liberdade de voto nas presidenciais

O secretário-geral do PS anunciou que o partido vai dar liberdade de voto nas eleições presidenciais, que são encaradas, disse Costa, como "exercício de liberdade e cidadania ativa".

O secretário-geral do PS anunciou este sábado que o partido dará liberdade de voto nas eleições para Presidente da República, assumindo as presidenciais de janeiro como um “exercício de liberdade e cidadania ativa”. António Costa considerou ainda que o PSD tem uma palavra a dizer após o PSD Açores ter alcançado um acordo para formação de governo naquela região e que conta com o apoio do Chega.

“Para o PS, os militantes, simpatizantes e eleitores, as eleições presidenciais serão exercício de liberdade e cidadania ativa”, disse Costa à saída da reunião da comissão nacional do partido, explicando as razões pelas quais o PS não vai apresentar um candidato às eleições que deverão decorrer em janeiro.

“O PS tem desde sempre um conceção muito clara sobre qual é a função presidencial: o Presidente da República não governa, não é eleito com base num programa de governo e por isso não é uma emanação partidária”, explicou. “Por isso, no passado, o PS nunca apresentou os seus candidatos” e não o fará agora.

Não deixou, ainda assim, de comentar a candidatura da “distinta” militante socialista Ana Gomes, tendo saudado as outras candidaturas do campo democrático, que dão um contributo para a consolidação da democracia no país e que imporão uma “derrota clara à extrema-direita xenófoba” do Chega.

Sobre o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, a avaliação socialista é “positiva”. A cooperação institucional entre Presidente e Governo ajudou a superar a anterior crise e “tem também sido decisiva nesta fase de emergência sanitária, económica e social que estamos a viver”. Também não “deixará de ser importante na fase subsequente no esforço que temos de fazer para reconstrução de Portugal depois da pandemia Covid-19”, lembrou o secretário-geral socialista.

“PSD tem de dar explicações” sobre acordo com Chega

No início da sua intervenção, António Costa quis “sublinhar o facto da maior gravidade” com o PSD a ter ultrapassado “a linha vermelha de toda a direita europeia democrática ao celebrar um acordo com um partido de extrema direita xenófoba”, referindo-se ao acordo do PSD-Açores com vários partidos e que será viabilizado pelo Chega.

“O PSD tem de dar explicações”, disse Costa. “A normalização da extrema direita xenófoba é abrir a porta aos inimigos da democracia quem é xenófobo ofende um princípio basilar que é o da igualdade da dignidade humana”, frisou.

(Notícia atualizada às 19h16)

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