Mota-Engil ganha obras de 125 milhões de euros no Peru

A construtora fechou três contratos no valor global de 125 milhões no Peru com uma "importante empresa mineira privada", dias depois de anunciar outra grande adjudicação em África do Sul.

A Mota-Engil EGL 0,70% fechou três contratos no Peru no valor de 125 milhões de euros. A contratação foi feita por parte de uma “importante empresa mineira privada”, anunciou a Mota-Engil num comunicado enviado à CMVM.

“A Mota-Engil informa sobre a adjudicação, à sua subsidiária Mota-Engil Peru, de três novos contratos por parte de uma importante empresa mineira privada a operar no Peru, no montante total de 125 milhões de euros”, lê-se na nota enviada aos investidores.

De acordo com a empresa, os trabalhos correspondem à construção de uma barragem e sistema de gestão de água, assim como o estudo e construção de um hospital. “Terão início de imediato e um prazo de conclusão de 33 meses”, segundo indica a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins.

“Com estas adjudicações, e outras obras de menor dimensão recentemente adjudicadas, a Mota-Engil Peru aumenta a sua carteira de encomendas em cerca de 150 milhões de euros, suportando-se na parceria de longo prazo mantida com as principais empresas mineiras com atividade no Peru, o que potencia a recuperação do volume de negócios do grupo numa região especialmente afetada pela atual crise pandémica”, refere, por fim, o grupo.

Estes contratos no Peru juntam-se a outros que têm vindo a ser anunciados pela Mota-Engil nos últimos meses. Na quarta-feira, o grupo anunciou a adjudicação de uma obra de “perfuração, escavação e transporte” numa mina na África do Sul, no valor de 240 milhões de euros, depois de ter conquistado obras também na Costa do Marfim e em Moçambique. A 31 de agosto, a empresa anunciou também um contrato em Angola, no valor de 298 milhões de euros, para reabilitação de estradas no país.

A 27 de agosto, a Mota-Engil assinou um acordo com a gigante chinesa da construção CCCC para a venda de 30% do seu capital. O grupo foi avaliado então em 750 milhões de euros.

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