Governo chama professores sem horário para reforçar capacidade de rastreio à Covid-19

Um despacho assinado por vários ministros do Governo prevê que professores sem horário sejam chamados para rastrear contactos, realizar inquéritos epidemiológicos e seguir pessoas em vigilância ativa.

O Governo vai mobilizar professores sem horário para reforçar a capacidade de rastreio de contactos de doentes com Covid-19, seguimento de pessoas em vigilância ativa e realização de inquéritos epidemiológicos. A informação está num despacho publicado sexta-feira no Diário da República e foi noticiada primeiro pelo Público.

“Prevê-se que cabe a cada agrupamento de escolas ou escola não agrupada identificar os docentes com ausência de componente letiva, sendo posteriormente contactados aqueles docentes que se considere melhor habilitados ao reforço da capacidade de rastreamento das autoridades e serviços de saúde pública, que promovem a sua formação”, indica o despacho assinado por um conjunto alargado de ministros do Governo de António Costa.

“Por seu turno, determina-se igualmente que sejam facultados os equipamentos necessários ao desenvolvimento da sua atividade aos trabalhadores que reforcem efetivamente a capacidade de rastreamento das autoridades e serviços de saúde pública”, acrescenta ainda o despacho do Executivo.

O documento salvaguarda que “os docentes com ausência de componente letiva que sejam mobilizados ao abrigo deste regime mantêm todos os direitos inerentes ao lugar de origem e não podem ser prejudicados no desenvolvimento da sua carreira”. Será a Autoridade de Saúde Regional, com o apoio da Administração Regional de Saúde territorialmente competente, a contactar e a convocar estes professores.

“As Autoridades de Saúde Nacional e Regional fornecem a cada trabalhador mobilizado a formação e os formulários, orientações e guias de inquéritos epidemiológicos, bem como os equipamentos necessários ao desenvolvimento das atividades, para rastreio de contactos de doentes com Covid-19 e seguimento de pessoas em vigilância ativa”, está, por fim, previsto.

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