No hidrogénio “não há borlas, alguém tem de pagar a conta”, diz a CIP

No primeiro painel de debate da conferência “Portugal na Vanguarda do Hidrogénio Verde na Europa”, organizada pelo ECO e pelo Capital Verde, vamos ouvir a Confederação Industrial de Portugal (CIP) e os responsáveis de três empresas que já estão a desenvolver projetos de hidrogénio em Portugal — Bondalti, Caetano Bus e Fusion Fuel —, num debate sobre os desafios e as oportunidades, a avaliação dos custos, investimentos e retorno financeiro do hidrogénio. Será rentável?

Veja aqui o vídeo:

Pela voz de Jaime Braga, assessor da direção da Confederação Industrial de Portugal (CIP) para a Energia e o Ambiente, surgiram preocupações face à segurança de quem lida com o hidrogénio, fora de um ambiente controlado, sobretudo na mobilidade, e também sobre o preço do hidrogénio e como será pago o diferencial de valor face ao gás natural numa primeira fase.

“Não há borlas [no hidrogénio]. Temos de suportar alguns custos iniciais, que podem ser subsidiados mas não integralmente. Alguém tem de pagar a conta“, defendeu. Veja aqui os argumentos da CIP e a respostas das empresas do painel.

A conferência “Portugal na Vanguarda do Hidrogénio Verde na Europa” é organizada pelo ECO/Capital Verde e conta com o apoio da EDP, REN, Martifer, Vestas, Galp e PLMJ.