Tempestades custaram 2,5 mil milhões às seguradoras alemãs em 2020

  • ECO Seguros
  • 6 Janeiro 2021

A fatura de eventos naturais adversos ficou abaixo da média histórica, mas a tempestade Sabine marcou o ano, com danos segurados de 675 milhões de euros, estima a associação germânica de seguros.

A indústria alemã de seguros e resseguro pagou, em 2020, cerca de 2,5 mil milhões de euros por danos causados por tempestades, granizo e outros riscos naturais, como chuvas fortes, indicam dados preliminares divulgados pela associação germânica do setor Die Deutschen Versicherer (identificada pela sigla GDV).

Globalmente, 2020 foi um ano abaixo da média de longo prazo, em termos de sinistros, tanto nos seguros de propriedade como no seguro automóvel, situando-se cerca de 500 milhões de euros abaixo do valor de 2019 e muito abaixo da média a longo prazo de 3,7 mil milhões de euros.

As perdas seguradas em casas, equipamentos domésticos, veículos automóveis e no comércio e indústria totalizaram 2, 5 mil milhões de euros fazendo de 2020 “um ano de reclamações abaixo da média, principalmente porque não houve eventos graves de granizo”, disse Joerg Asmussen, responsável executivo da GDV.

O seguro de propriedades assumiu cerca de 2 mil milhões de euros (média a longo prazo ronda os 2,7 mil milhões de euros). Deste montante, 1,6 mil milhões de euros resultam de tempestades ou granizo e 400 milhões de euros por outros perigos naturais, tais como chuva forte.

As seguradoras de automóveis pagaram um total de cerca de 500 milhões de euros por danos resultantes de eventos naturais (a média a longo prazo situa-se em 900 milhões de euros).

No entanto, uma tempestade destacou-se particularmente na estatística de danos, refere a nota divulgada pela GDV (conteúdo original em língua alemã). O balanço de 2020 ficou marcado principalmente pelos 675 milhões de euros em danos provocados pela tempestade Sabine, um evento adverso de ventos fortes (em fevereiro) que ocupa o sexto lugar entre as tempestades de inverno mais severas da Alemanha desde 2002. Só às seguradoras de P&C (propriedade e danos), a “Sabine” custou cerca de 600 milhões de euros.

Em comparação, complementa a GDV, a tempestade mais severa da série estatística germânica é a “Kyrill” (2007) com mais de 3000 milhões de euros em perdas seguradas, seguida de “Jeanette” (2002) com 1,4 mil milhões de euros e “Friederike” (2018) com 1,15 mil milhões de euros.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Tempestades custaram 2,5 mil milhões às seguradoras alemãs em 2020

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião