Provas de conhecimento para bolsa de 1.000 técnicos superiores feitas à distância

  • Lusa
  • 21 Janeiro 2021

“Esta é a primeira vez que, em procedimentos concursais, o método de aplicação da prova de conhecimentos é adotado à distância, através do recurso a meios telemáticos”, disse Alexandra Leitão.

As provas de conhecimento para o procedimento concursal de recrutamento para completar a reserva de 1.000 técnicos superiores para a Administração Pública realizaram-se esta quinta-feira e, pela primeira vez, foram feitas à distância, por meios telemáticos, disse a tutela.

Realizaram-se, hoje [quinta-feira, dia 21 de janeiro], as provas de conhecimentos no âmbito do procedimento concursal de recrutamento centralizado, para completar a reserva inicial e, assim, criar as condições para o preenchimento dos 1.000 postos de trabalho anunciados”, avança em comunicado o Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública.

Segundo o gabinete da ministra Alexandra Leitão, “esta é a primeira vez que, em procedimentos concursais, o método de aplicação da prova de conhecimentos é adotado à distância, através do recurso a meios telemáticos”.

“A plataforma utilizada garante a vigilância de forma remota por trabalhadores do INA [Direção Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas], em ambiente controlado, permitindo ao candidato efetuar a prova sem interrupções externas e com garantias de individualidade na sua realização”, assegura o ministério.

A solução tecnológica adotada foi desenvolvida pela Universidade do Minho, tendo sido já experimentada com sucesso na realização de provas académicas, acrescenta a mesma fonte. “No contexto da pandemia Covid-19, tornou-se fundamental apostar em meios alternativos de aplicação deste método de seleção, tendo em vista assegurar a saúde dos candidatos e dos demais envolvidos, sem provocar atrasos na tramitação do procedimento”, lê-se no comunicado.

As provas de conhecimento incidem sobre cada uma das três áreas específicas em concurso (jurídica, económico-financeira e estatística), previamente identificadas como as áreas de necessidade de reforço de recursos humanos do Estado.

Em 28 de setembro, o Governo lançou um procedimento de recrutamento centralizado para completar a constituição de uma reserva de 1.000 técnicos superiores para a Administração Pública, depois de já terem sido selecionados 800.

O procedimento para selecionar os 200 técnicos superiores em falta incidiu nas áreas económico-financeira e estatística, bem como na área jurídica. O período de candidaturas decorreu entre 28 de setembro e 19 de outubro.

Na altura, o ministério previa que as provas de conhecimento decorressem “no final de janeiro, nas cidades de Lisboa, Porto e Évora”, sujeitas às condições epidemiológicas associadas à pandemia de Covid-19, com a “avaliação psicológica em abril, antecipando-se que a bolsa fique constituída até ao final de 2021”.

O aviso relativo à abertura do procedimento concursal de recrutamento centralizado para 1.000 técnicos superiores para a Administração Pública foi publicado em julho de 2019. Os candidatos pré-selecionados na sequência de uma prova de conhecimentos e de uma avaliação psicológica integrarão uma bolsa de recrutamento válida durante 24 meses, a que se poderá recorrer quando houver necessidades de pessoal.

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