Nómada Digital Summit regressa para falar sobre flexibilidade e liberdade no trabalho. “A decisão é do trabalhador”

Para os que quem ser nómadas digitais, freelancers ou trabalhadores das 9h às 18h e para todas as empresas. Este ano, a Nómada Digital Summit é para todos.

Depois da sua estreia no ano passado, a Nómada Digital Summit vai voltar para uma segunda edição, que decorre nos dias 8, 9 e 10 de abril de 2021. Os primeiros dois dias serão de talks e o último dia do evento será dedicado a workshops. Os bilhetes estão à venda no site oficial do evento.

Este ano, o tema central será a flexibilidade e liberdade no trabalho. “No ano passado falámos diretamente para freelancers, para pessoas que queriam tornar-se nómadas digitais ou ser autónomos. Este ano, o nosso foco é muito mais a flexibilidade no trabalho. As empresas adotaram estratégias de comunicação remota, compraram licenças de plataformas, aprenderam a gerir o seu tempo trabalhando remotamente, mas, e quanto a pandemia acabar, o que se segue?”, começa por dizer Diogo Reffóios Cunha, fundador da Nómada Digital Summit.

O objetivo é, desta vez, incluir mais profissionais: desde os freelancers ou pessoas que querem tornar-se nómadas digitais até àqueles que trabalham numa multinacional, das 9h às 18h, e que também desejam, agora que já experimentaram trabalhar remotamente, que a liberdade e flexibilidade a que se habituaram se mantenham, mesmo depois de terminar a crise sanitária.

“A Nómada Digital Summit é também para aquele empregado que trabalha das 9h às 18h num escritório e que vai sentir-se na obrigação de voltar quando a pandemia terminar. Estas pessoas estavam habituadas a ir para os escritórios de segunda a sexta-feira, a perder uma hora no trânsito todas as manhãs e, às vezes, no regresso a casa e, se calhar, em muitos dos dias nem tinham reuniões com colegas, nem a obrigatoriedade de ir ao escritório. Mas, de alguma forma, as pessoas sentem-se obrigadas a ir e culpadas por não ir”, considera.

A conferência sobre o nomadismo digital vem, assim, para empoderar o trabalhador, convencendo-o de que pode ser o dono do seu tempo e do seu trabalho, desde que apresente resultados. “Eu acredito que o trabalho tem de ser entregue, mas que não deve interessar às chefias onde é que o trabalho é feito. Devíamos trabalhar mais por objetivos e não por horários“, afirma o fundador da Nómada Digital Summit, acrescentando que esta mudança se faz nas organizações através dos colaboradores. “Gostava de dar mais poder ao trabalhador neste sentido”, continua.

A Nómada Digital Summit é também para aquele empregado que trabalha das 9h às 18h num escritório e que vai sentir-se na obrigação de voltar quando a pandemia terminar. (…) As pessoas sentem-se obrigadas a ir [ao escritório] e culpadas por não ir”

Diogo Reffóios Cunha

Fundador da Nómada Digital Summit

“Não quero com isto dizer que agora o melhor é estar em casa e que não devemos ir de todo aos escritórios. Defendo, sim, a flexibilidade ao mais alto nível. Os escritórios são, cada vez mais, lugares de convívio mas, se o trabalhador sente que para ser mais produtivo tem de ficar em casa, é uma opção dele. A decisão é do trabalhador”, afirma.

Como comunicar com os trabalhadores através do LinkedIn

No que diz respeito a oradores confirmados, Diogo Reffóios Cunha adianta que a edição de 2021 vai contar com a presença de Pedro Caramez, formador e consultor em marketing digital e que, nos últimos anos, tem-se dedicado exclusivamente a estudar, analisar, testar e ajudar empresas com a sua presença na internet, de forma a potenciar os seus resultados através das redes sociais, especialmente através de um melhor uso do LinkedIn.

“O Pedro Caramez é um dos grandes impulsionadores do LinkedIn em Portugal. A ideia não é que ele explique como se usa esta rede social para procurar trabalho mas que ensine as empresas a comunicarem com os seus trabalhadores, pois há muitas empresas que começam a olhar para as redes sociais como ferramentas internas que comunicam externamente. E, nesta plataforma, há inúmeras ferramentas para isso mesmo”, explica o fundador da conferência sobre nomadismo digital, acrescentando que o desafio do autor do livro “Como ter sucesso no LinkedIn” é explicar, logo no dia 8 de abril, como é que uma empresa pode comunicar através do LinkedIn e, por sua vez, envolver os seus trabalhadores para que estes se sintam orgulhosos de pertencer àquela organização.

Ainda no primeiro dia da conferência, Paula Fernandes, diretora da unidade de negócio de produtividade e colaboração da Microsoft Portugal, vai apresentar um estudo sobre re-imaginar a experiência do colaborador e Rita Baltazar, partner da WYgroup, falará sobre o futuro do escritório. Haverá, também, uma talk chamada “Coliving, a nova forma de viver e de trabalhar”, protagonizada pelo global marketing project manager dos hotéis Selina, Manuel Rito. Criatividades sem fronteiras, Portugal como um hub de talento e freelancing são alguns dos temas no segundo dia da Nómada Digital Summit. O dia termina com o speaker internacional Darius Foroux, protagonista da talk “How to stay productive without sacrifice your mental health?”.

Já no que diz respeito ao terceiro dia, dedicado aos workshops, Diogo Reffóios Cunha refere que as temáticas estão ainda a ser fechadas, mas serão “muito à base de assistência virtual, nómada digital e produtos digitais”. Ao contrário do ano passado, em que a conferência foi gratuita, este ano a entrada passa a ser paga, havendo três tipos de bilhetes, só para as talks (dias 8 e 9), só para os workshops (dia 10) ou para os três dias. Os bilhetes devem ser comprados no site oficial do evento.

“Como ser mais flexível no trabalho pós-pandemia”

Em modo de antecipação do evento, já no próximo dia 18 de março vai ser apresentado o E-Book “Como ser mais flexível no trabalho pós-pandemia”, que é uma espécie de guia para o teletrabalho saudável, eficiente e produtivo. Para terem acesso a este guia, os interessados têm de inscrever-se, prévia e obrigatoriamente, através deste site. “Este é um mini evento, é um live, em que vamos apresentar o E-Book e depois vamos oferecê-lo a toda a gente para que possam inspirar-se a serem mais flexíveis no trabalho pós-pandemia”, explica.

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