Governantes europeus saem em defesa da vacina da AstraZeneca

Têm vindo a ser reportados casos de aparecimento de coágulos sanguíneos em adultos vacinados com AstraZeneca. Porém, a notícia não assustou alguns ministros europeus que querem receber a vacina.

De França a Portugal, passando pela Lituânia, a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 pode estar suspensa pelas autoridades nacionais de saúde, mas nem por isso os respetivos governantes deixam de se mostrar disponíveis para “dar o braço” ao fármaco anglo-sueco.

É o caso do primeiro-ministro francês. Jean Castex referiu, em declarações à emissora BFM-TV, que quer receber a primeira dose da vacina da AstraZeneca assim que “a suspensão” seja “levantada”. Para dar o exemplo e contribuir para a confiança dos franceses, Castex reitera que “a vacinação é a porta de saída desta crise”.

O primeiro-ministro português também saiu em defesa da vacina suspensa em vários países europeus, após terem sido comunicados casos de possíveis efeitos secundários graves em pessoas vacinadas na Áustria, Dinamarca e Noruega. António Costa, depois de ter recebido a primeira dose da AstraZeneca, diz estar ansioso “pela segunda dose”, procedimento que está já agendado para maio. Ressalvando que a “evidência científica demonstra que a vacina é segura e efetiva”, o primeiro-ministro destaca que a decisão de se suspender a toma deste fármaco foi meramente “preventiva”.

França e Portugal optaram por uma suspensão total da administração da substância da AstraZeneca. Outros Estados, como a Lituânia, apenas interromperam temporariamente a administração de vacinas do lote alvo de suspeitas. Arunas Dulkys, ministro da Saúde da Lituânia, também disse que vai escolher o fármaco desenvolvido pela fabricante anglo-sueca quando chegar a sua vez de ser vacinado. “Pessoalmente, escolherei a vacina da AstraZeneca e não uma outra vacina, pois quero dissipar as preocupações“, afirmou Dulkys, citado pelo jornal online Delfi.

No Reino Unido, a vacina anglo-sueca continua a ser administrada, sem pausa ou suspensão temporária. E, para reforçar a confiança no plano de vacinação britânico, Boris Johnson anunciou que iria ser vacinado contra o novo coronavírus “muito em breve”e que“certamente” receberia a vacina da “Oxford/AstraZeneca”, adianta a Bloomberg. O Governo britânico tem vindo a insistir que a vacina em causa é segura e eficaz, encorajando os cidadãos a tomá-la.

 

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