Airbnb revela destinos mais lucrativos. Casas em Aljezur podem render 2.700 euros no verão

A plataforma de reserva de alojamento afirma que é no sul de Portugal que manter um alojamento pode ser mais lucrativo. Faro, Beja e Setúbal são as cidades mais rentáveis.

O ano passado foi abalado pela pandemia, mas as expectativas para este ano são um pouco mais animadoras. Uma pesquisa do Airbnb concluiu que, em 2020, a maioria dos viajantes procurou destinos de férias mais perto de casa e essa tendência deverá manter-se este verão. Assim, aliciando os proprietários a entrarem no mercado de curto arrendamento, a plataforma afirma que ter um alojamento no sul do país pode render facilmente mais de mil euros durante os três meses no verão.

Numa altura em que já se contam proprietários a migrar para o arrendamento de média ou até mesmo longa duração, o Airbnb vem mostrar que o short-term continua a ser uma boa opção, apesar da crise que o setor turístico atravessa. Uma pesquisa da plataforma de reserva de alojamento norte-americana mostra que “durante os meses de verão de 2020 houve um aumento de viajantes que procuram destinos de férias mais perto de casa e esta tendência deverá manter-se em 2021”, lê-se no comunicado enviado esta terça-feira.

Numa análise a território nacional, o Algarve, o Alentejo e o Minho foram as regiões onde os anfitriões típicos tiveram mais receitas durante o verão de 2020, refere o Airbnb, acrescentando que três dos dez distritos onde os anfitriões típicos ganharam mais dinheiro durante este período de tempo (1 de junho a 31 de agosto de 2020) situam-se no sul de Portugal.

A liderar a lista de cidades mais rentáveis está Faro, com uma média de 1.480 euros em receitas encaixadas no verão de 2020. Atrás aparece Beja (1.470 euros) e a fechar o top 3 está Setúbal (1.270 euros). A lista conta ainda com Braga (1.070 euros), Viana do Castelo (1.060 euros), Leiria (1.030 euros), Santarém (800 euros), Aveiro (770 euros), Évora (720 euros) e o Porto (670 euros).

A pesquisa da plataforma concluiu ainda que, em Portugal, “as zonas rurais ou de baixa densidade populacional também foram as preferidas pelos viajantes”, com os anfitriões típicos a encaixarem quase 1.050 euros durante o verão de 2020. “Quase 60% do rendimento total gerado pelos anfitriões na Airbnb em Portugal durante o verão de 2020 foi registado em destinos não urbanos e de baixa densidade populacional”, lê-se.

Mas os maiores lucros foram observados nos alojamentos localizados em destinos de praia, com o Algarve e o Alentejo a ocuparem o topo da lista. Aljezur lidera com um total de 2.700 euros de receitas arrecadadas no verão de 2020, à frente de Sagres (2.210 euros) e Setúbal (1.870 euros). Atrás aparece Loulé (1.850 euros), Olhão (1.800 euros), Carvoeiro (1.780 euros), Lagos (1.750 euros), Grândola (1.720 euros), Vila Nova de Milfontes (1.630 euros) e Odemira (1.615 euros).

“As viagens deste verão serão sobre o restabelecimento da ligação com os nossos entes queridos, em destinos próximos e seguros. O interesse em viagens domésticas é uma boa notícia para os atuais e potenciais anfitriões, que numa época de incerteza económica podem ter acesso a rendimentos adicionais“, diz Mónica Casañas, General Manager of Airbnb Marketing Services SL, citada em comunicado.

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