Cofina Media avança com despedimento coletivo de 26 trabalhadores

  • ECO
  • 12 Abril 2021

A empresa justifica a decisão pela “profunda crise que afeta o setor” e pela perda de volume de negócios no ano passado. Do Jornal de Negócios, depois do diretor, são despedidos dois jornalistas.

A Cofina Media, que detém o Correio da Manhã e o Jornal de Negócios, entre outras publicações, vai avançar com um despedimento coletivo que envolve 26 postos de trabalho, segundo a carta enviada aos trabalhadores, consultada pela Lusa.

O processo “implicará a cessação de 26 contratos de trabalho e fundamenta-se em motivos de mercado e estruturais, mais precisamente na redução da atividade da empresa e na consequente necessidade de proceder à reestruturação da sua organização produtiva”, invoca a Cofina Media.

O despedimento afeta a área do tratamento de imagem, onde serão extintos cinco postos de trabalho, abrange ainda cinco revisores, quatro jornalistas, quatro documentalistas, um fotojornalista e um coordenador geral de fotografia. Serão ainda extintos postos de trabalho na direção comercial.

No caso particular do Jornal de Negócios, depois da saída do diretor, André Veríssimo, são agora despedidos mais dois jornalistas, Manuel Esteves (editor de Economia) e Nuno Carregueiro (editor do online do Jornal de Negócios).

Na comunicação enviada aos 26 trabalhadores abrangidos pelo despedimento coletivo, a empresa destaca a “profunda crise que afeta o setor” e refere que o grupo Cofina tem vindo a perder volume de negócios, tanto nas vendas de produtos como nas vendas de publicidade.

“Entre 2010 e 2020, as receitas da Cofina caíram 48%, cerca de 65 milhões de euros”, sublinha a empresa, acrescentando que a pandemia de covid-19 veio “agravar este contexto”.

Além dos resultados financeiros, a empresa refere a “crescente automatização de tarefas” que resultou “num crescente esvaziamento de funções das diferentes equipas afetas às áreas de suporte”.

No documento, a Cofina Media recorda que em 2017 fez uma “profunda reestruturação” que afetou as redações das várias publicações, que levou à cessação de 100 contratos de trabalho, entre rescisões por mútuo acordo e despedimento coletivo.

Nessa altura, diz a empresa, ficaram de fora da reestruturação as áreas de suporte, nomeadamente o tratamento de imagem, revisão, documentalistas e fotografia.

A Cofina Media, que em março contava com 656 trabalhadores, detém várias publicações, entre elas, o Correio da Manhã, o Record, o Jornal de Negócios, a revista Sábado e a TV Guia, sendo ainda ‘dona’ da CMTV.

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