Polopique reuniu com Governo sobre compra da Coelima

Presidente da Polopique reuniu na semana passada com o secretário de Estado da Economia para discutir a compra da insolvente Coelima. No encontro estiveram outros dois grupos têxteis.

O presidente executivo do grupo têxtil Polopique, Luís Guimarães, reuniu na semana passada com o Ministério da Economia para discutir a compra da Coelima, que está em processo de insolvência. Neste encontro com o secretário de Estado da Economia, João Neves, estiveram também presentes mais duas empresas também interessadas no negócio, apurou o ECO.

De acordo com fonte próxima das negociações, as propostas para comprar a Coelima estão a ser trabalhadas com o Ministério da Economia, mas “enquanto não houver uma decisão não pode dar-se início ao processo“, explica. O ECO sabe que, neste momento, o objetivo é o reduzir o número de candidatos.

O Ministério da Economia não revela os nomes. Diz apenas: “Estamos a acompanhar de forma muito próxima a situação e as possibilidades de encontrar soluções empresariais sustentáveis.”

As têxteis Mundifios e Lameirinho (em consórcio) e a JF Almeida tinham sido apontadas como potenciais interessadas, mas acabaram por negar o interesse em adquirir a Coelima. A Polopique estava também nesta lista inicial e foi a única que não se pronunciou ainda sobre o assunto. O ECO tentou contactar a Polopique, mas não obteve resposta até à publicação deste artigo. (A Polopique também é acionista do ECO.)

O grupo Polopique nasceu em 1996 e domina todas as fases do processo produtivo têxtil, desde a fiação, passando pela tecelagem e ultimação, até à confeção e comercialização de produtos finais de segmento de alta qualidade. É conhecido por ser um dos principais fornecedores do grupo Inditex e emprega cerca de mil colaboradores.

Em ano de pandemia, o grupo Polopique registou uma quebra no volume de negócios de 15% devido à crise provocada pela Covid-19, sendo que o volume de negócios rondou os 90 milhões de euros. Poderá agora expandir o negócio com a compra da empresa têxtil Coelima, que entrou em insolvência há duas semanas com um passivo de 29,5 milhões de euros.

Pedro Pidwell foi o nome escolhido para ficar à frente do processo de insolvência da têxtil Coelima com o objetivo de apresentar um plano de recuperação. O pedido, que identifica 250 credores — incluindo banca, fornecedores e até a empresas irmãs do grupo Moretextile — já foi entregue no Tribunal de Comércio de Guimarães, que decretou a insolvência da têxtil.

Entre os credores, “existem dois particularmente expressivos”: a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Fundo de Apoio à Concentração e Consolidação de Empresas (FACCE), que, no conjunto, “representam aproximadamente 80% do total do passivo extra do grupo da Coelima, por referência a 31 de dezembro de 2020”.

A insolvência foi pedida na sequência da quebra de vendas “superior a 60%” provocada pela pandemia e da não aprovação das candidaturas que apresentou às linhas de crédito Covid-19, embora o Banco Português de Fomento tenha confirmado que não recebeu qualquer pedido da Coelima para ter acesso às linhas Covid-19.

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