Economia estabiliza na primeira semana de maio

O indicador de alta frequência do Banco de Portugal para a economia portuguesa mostra que a economia portuguesa manteve o ritmo na primeira semana de maio.

O indicador diário de atividade económica do Banco de Portugal mostra que a economia portuguesa manteve o ritmo da semana anterior na semana terminada a 9 de maio. Na semana terminada a 2 de maio, cujo fim de semana foi o primeiro desde novembro em que os estabelecimentos estiveram abertos durante todo o dia, a atividade económica acelerou significativamente.

Na semana terminada a 9 de maio, o indicador diário de atividade económica (DEI) registou uma variação semelhante à da semana anterior“, revela o Banco de Portugal esta quinta-feira na atualização do indicador diário de atividade económica.

Numa conferência de imprensa sobre os resultados do banco central realizada esta quinta-feira, o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, reagiu aos números do DEI dizendo que “a economia continua a crescer face a 2019“. “Já não estamos a falar face à semana homóloga, que aí há uma melhoria muito significativa”, acrescentou, assinalando que “é esse o caminho” que é necessário “continuar a avaliar para perceber a dimensão dos apoios” que o país via precisar.

Economia estabiliza crescimento na primeira semana de maio

Fonte: Banco de Portugal.

Apesar de diário, o DEI é apenas publicado à quinta-feira, com dados até ao domingo anterior. Com efeito, a 9 de maio, o último dia para o qual foi apurado o DEI, o crescimento (e não queda, como nos meses anteriores) homólogo do indicador foi de 33,6%. Quanto à média móvel semanal, o último valor é o de 6 de maio: uma subida homóloga de 27%.

Estes dados do arranque do segundo trimestre contrastam com as variações registadas no primeiro trimestre de 2021 — muito condicionado pelo segundo confinamento — em que o PIB contraiu 5,4% face ao mesmo período do ano passado, segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), o qual já tinha sido afetado ligeiramente pela pandemia. Em cadeia, ou seja, face ao quarto trimestre de 2020, a queda do PIB foi de 3,3%.

A primeira previsão para o segundo trimestre foi divulgada esta semana pelo ISEG e aponta para um crescimento homólogo entre 10% a 15%, o que no cenário mais benigno se traduz numa expansão em cadeia (face ao primeiro trimestre deste ano) de 4,4%, de acordo com os cálculos do ECO. Já o cenário em que o PIB cresce 10% em termos homólogos significa que o segundo trimestre será praticamente igual ao primeiro trimestre (crescimento em cadeia de 0,05%).

Uma vez que a comparação homóloga já é feita com um período marcado pelo primeiro confinamento provocado pela pandemia, o Banco de Portugal decidiu fazer um novo gráfico em que compara o DEI atual com o acumulado de dois anos para tentar atenuar esse efeito. “Assim, obtém-se a variação da atividade entre um determinado dia num ano face ao mesmo dia dois anos antes”, explica. A taxa bienal também manteve-se em terreno positivo na primeira semana de maio.

Economia continua a crescer em relação à média dos dois últimos anos

Este novo indicador divulgado este ano pelo banco central incorpora diversas séries de informação, como o tráfego de pesados de mercadorias nas autoestradas, o tráfego de correio nos aeroportos nacionais ou as compras efetuadas com cartões bancários. O impacto da pandemia gerou uma maior necessidade de recurso a este tipo de indicadores económicos de divulgação mais frequente, como é o caso do DEI. Isto acontece porque um dos mais relevantes, o Produto Interno Bruto (PIB), é apenas apurado e divulgado trimestralmente.

A próxima divulgação do DEI está marcada para 20 de maio, sendo relativa à segunda semana de maio, a qual já incorpora o efeito da última fase do plano de desconfinamento. “Refira-se que os valores do DEI podem ser revistos devido a revisões da informação de base ou à incorporação de nova informação, em particular referente ao tráfego de veículos comerciais pesados e carga e correio desembarcados, que têm um desfasamento de divulgação superior”, ressalva o Banco de Portugal.

(Notícia atualizada às 12h30 com mais informação)

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