Trabalhadores do antigo Banif também querem ir para o Banco de Fomento

Comissão de Trabalhadores da Oitante vai solicitar uma reunião com carácter de urgência aos Ministérios das Finanças e Economia para discutir possibilidade de integração no Banco de Fomento.

Os trabalhadores do antigo Banif gostariam de poder vir a ser contratados pelo Banco de Português de Fomento à semelhança do que está a acontecer com os colaboradores do ex-BPN.

Na sequência da notícia avançada pelo ECO, a comissão de trabalhadores da Oitante, o veículo criado pelo Banco de Portugal em dezembro de 2015, no âmbito da resolução do Banif, para onde foram transferidos os ativos que o Santander Totta não comprou, vai solicitar uma reunião, com caráter de urgência aos Ministérios das Finanças e Economia para abordar essa possibilidade.

A comissão de trabalhadores defende “soluções possíveis que garantam a empregabilidade dos trabalhadores da Oitante, inclusive a eventual contratação pelo Banco Português de Fomento”, disse ao ECO António Ferreira. “Esta questão, entre outras, serão abordadas em reunião com os Ministérios das Finanças e Economia, para o qual iremos solicitar uma audiência com caráter urgente”, acrescentou.

O responsável reconheceu que “até à presente data não” foram “abordados por qualquer entidade, nomeadamente por parte do Ministério das Finanças ou da Economia, no sentido de os trabalhadores da Oitante poderem vir a integrar as equipas do Banco de Fomento”, depois de questionado pelo ECO. Mas conhecida agora a situação dos trabalhadores da Parvalorem pretendem fazê-lo.

A Oitante ficou com os mais de 400 trabalhadores do Banif que pertenciam aos serviços centrais, enquanto o Santander Totta absorveu os cerca de 1.100 funcionários ligados à rede comercial e ainda todos os que estavam nas operações da Madeira e dos Açores. Desde o início que os trabalhadores do Banif, que passaram para a Oitante, se sentiram discriminados face aos colegas que foram para o Santander Totta e fizeram declarações a demonstrar o receio de que os seus postos de trabalho estejam em risco, até porque os ativos do Banif que ficaram na Oitante têm sido alienados, reduzindo assim as necessidades de recursos humanos da empresa.

O veículo, detido pelo Fundo de Resolução, tem sido alvo de diversos processos de rescisões por mútuo acordo e presentemente conta com cerca de 54 pessoas. De acordo com o relatório e contas de 2019, o último disponível no site, em 2019 houve uma “redução do número de colaboradores em 28%, para os 54, com diminuição da rubrica remunerações, encargos e outros gastos com pessoal de 17%”. Nesse ano os resultados líquidos do veículo ascenderam a 34,5 milhões de euros, mais 3,9% face a 2018 e foram reembolsados 185,5 milhões de euros da dívida, que sofreu uma redução em 48,2% face ao ano anterior.

À semelhança do que acontece com os trabalhadores da Parvalorem, os trabalhadores da Oitante, apesar de trabalharem numa entidade pública, não são equiparados a funcionários públicos. Como tal, não podem aproveitar as ofertas de emprego no âmbito da Bolsa de Emprego Público. Colocações noutras empresas públicas, como o Banco de Fomento, são a única alternativa, além da saída para o setor privado.

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