Reestruturação do Novo Banco quase concluída. “Foco é o crescimento com rentabilidade”, diz Ramalho

Novo Banco deixou o passado de prejuízos para trás, já regista lucros no trimestre e olha agora em frente focado em fazer crescer o negócio com rentabilidade, assume o CEO em declarações ao ECO.

O Novo Banco virou a página dos resultados negativos e lucrou mais de 70 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. António Ramalho sublinha ao ECO que o processo de reestruturação do banco está praticamente terminado e que a prioridade agora é outra: fazer crescer o negócio e gerar lucros.

“A reestruturação está em grande medida concluída. Agora o foco é o crescimento do negócio com rentabilidade”, afirmou o CEO do Novo Banco em declarações ao ECO.

Em comunicado, o banco anunciou esta segunda-feira um resultado líquido positivo de 70,7 milhões de euros, “com os esforços recentes de reestruturação a contribuírem para um regresso aos lucros”. E isto depois de prejuízos de mais de 7,8 mil milhões de euros desde que nasceu, em 2014, na resolução do BES.

O período de reestruturação acordado entre o Governo português e Bruxelas em 2017 só termina no final do ano, mas o processo praticamente fechado — aliás, o banco já anunciou que cumpriu os 33 compromissos assinados com as autoridades europeias depois da venda da seguradora GNB Seguros no ano passado.

Assim como está praticamente esgotado o plafond previsto para a redução dos ativos tóxicos herdados do BES. O banco já consumiu três mil milhões de euros do mecanismo de capital contingente de 3,9 mil milhões e prepara-se para receber mais 429 milhões nos próximos dias. Estão em disputa ainda 331 milhões com o Fundo de Resolução, pelo que sobram apenas 40 milhões por utilizar deste acordo.

Por conta desta reestruturação, o Novo Banco reduziu o quadro de pessoal, desfez-se de operações lá fora (ainda este ano anunciou a venda da sucursal espanhola) e concentrou toda atividade em Portugal.

(Notícia atualizada às 19h41)

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