Endividamento da economia baixa para 752,9 mil milhões em abril

O endividamento dos cidadãos, empresas e Estado baixou cerca de 300 milhões de euros em abril, atingindo um total de 752,9 mil milhões de euros.

As empresas, os cidadãos e o Estado baixaram a sua dívida em abril, principalmente por causa do reembolso de oito mil milhões de euros de dívida pública efetuado nesse mês. O endividamento da economia portuguesa (todos os agentes económicos exceto a banca) desceu cerca de 300 milhões de euros em abril, face a março, fixando-se nos 752,9 mil milhões de euros, segundo os dados do Banco de Portugal divulgados esta quarta-feira.

Em março, o endividamento da economia tinha atingido um recorde de 753,2 mil milhões de euros. Face a março, a descida de abril “deveu-se à diminuição de 2,4 mil milhões de euros do endividamento do setor público, que foi parcialmente compensada pelo aumento de 2,1 mil milhões de euros do endividamento do setor privado“. Ou seja, a queda do endividamento no setor público foi quase compensada pelo aumento do endividamento no setor privado.

“A redução do endividamento do setor público resultou, sobretudo, dos decréscimos registados no endividamento face ao exterior (2,2 mil milhões de euros) e no endividamento junto do setor financeiro (0,3 mil milhões de euros)”, explica o banco central na nota de informação estatística. Em causa esteve o reembolso de uma linha de obrigações do Tesouro (OT) no valor de oito mil milhões de euros.

No caso do setor privado, o aumento em abril veio principalmente das empresas privadas com mais 1,7 mil milhões de euros em dívida face a março. Tal é explicado “principalmente pelo financiamento obtido face ao exterior (1,8 mil milhões de euros)”, nota o BdP.

Endividamento é maior no setor público, seguido das empresas e depois particulares

Fonte: Banco de Portugal. Em milhões de euros.

Já os particulares aumentaram o seu endividamento em 400 milhões de euros, “refletindo o financiamento obtido junto do setor financeiro”, ou seja, a banca nacional.

Em termos percentuais, face ao PIB, o endividamento da economia fechou o primeiro trimestre de 2021 nos 375,71%, em máximos do segundo trimestre de 2017 (378%).

O rácio do endividamento tinha vindo a cair nos últimos anos, mas essa trajetória foi interrompida pela pandemia. A crise pandémica levou a um maior endividamento para amparar o impacto das restrições económicas, mantendo os agentes económicos à tona.

(Notícia atualizada às 11h25 com mais informação)

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