GreenVolt está na bolsa. Agora, Manso Neto quer “chegar ao PSI-20 o mais rápido possível”

A GreenVolt já está em bolsa. A empresa liderada por Manso Neto completou com sucesso o IPO, entrando para o mercado de capitais nacional. E quer entrar no PSI-20 já em setembro.

Lisboa ganhou uma nova cotada. Depois de anos marcados pela saída de várias empresas, a bolsa portuguesa recebeu a GreenVolt — entrada celebrada com o tradicional toque do sino — depois de concluído com sucesso um aumento de capital. Foi através de uma colocação particular que a empresa de energias verdes da Altri deu este passo, sendo o sucesso da captação de fundos neste IPO visto como um reflexo da “atrativa estratégia” da nova cotada. Manso Neto congratula-se com os passos dados rumo à bolsa, mas quer “chegar ao PSI-20 o mais rápido possível”.

Em vez de uma oferta pública de venda (OPV), a GreenVolt optou por uma colocação privada dos seus títulos, uma operação “mais discreta”, nas palavras de Isabel Ucha, CEO da Euronext Lisboa. Foram vendidos mais de 30 milhões de títulos “junto de mais de 60 investidores institucionais”, revelou Pedro Wilton, responsável de listing da Euronext, acrescentando que mais ações — as do “greenshoe” — serão colocadas nos próximos 30 dias. No total, os mais de 100 milhões de títulos que representam o capital total da empresa avaliam-na, ao preço da oferta pública inicial (IPO na sigla inglesa), de 4,25 euros, em 500 milhões de euros.

Depois de destacar a rapidez de todo este processo de entrada no mercado de capitais, que durou cerca de quatro meses, Manso Neto, CEO da GreenVolt, revelou uma ambição: “temos a pretensão de, em setembro [que é quando é possível por causa da revisão trimestral do índice], aderir ao PSI-20. Queremos estar no PSI-20 o mais rápido possível”.

Manso Neto conta com o sucesso das ações assim que entrarem em bolsa, suportando-se na forte procura registada pelos títulos neste processo de aumento de capital, mas sem revelar a procura total verificada. O “IPO foi amplamente oversubscribed. Tivemos um problema com o rateio. Foi um problema, mas foi um bom problema”, atirou durante a sessão especial de bolsa na Euronext Lisbon, acompanhada de forma digital.

O CEO salientou que, “quando há ideias, não é a regulação que nos atrasa. Não é o capital, até o nacional, que nos atrasa”. Aliás, aplaudiu até o apetite demonstrado pelos investidores lusos. Houve uma “adesão muito forte por parte de institucionais portugueses”, disse o responsável sem, contudo, revelar a percentagem que ficou nas mãos destes. Além destes, bem como de investidores espanhóis, “temos um fundo de pensões sueco e outro polaco”.

(Notícia atualizada às 17h35 com mais informação)

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