Desempregados inscritos no IEFP recuam 9,5% em julho

Pelo quarto mês consecutivo, o número de desempregados inscritos no IEFP recuou. Há agora 368.704 os indivíduos registados nos centros de emprego.

O número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) baixou para 368.704 em julho. De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, há agora menos 9.168 desempregados do que em junho e menos 38.598 do que no mesmo mês de 2020. É preciso recuar até março de 2020 para encontrar um valor mais baixo, ou seja, o desemprego registado ainda não está nos níveis pré-pandemia.

“No fim do mês de julho de 2021, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, 368.704 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2020 (-9,5%) e inferior face ao mês anterior (-2,4%)”, revelou o IEFP. Este é o quarto mês consecutivo em que o número de desempregados inscritos recua.

Fonte: IEFP

Ainda assim, é importante salientar que o número de novos desempregados que se inscreveram ao longo do mês foi superior ao registado em junho, em 18,9%.

Em julho, o desemprego registado desceu em todas as regiões do país face ao mês anterior, com destaque para o Algarve e para o Centro, onde se registaram quebras de 10,5% e 2,5%, respetivamente. O número de desempregados inscritos também caiu em termos homólogos em todas as regiões, exceto na Madeira, onde o desemprego registado subiu 1,7%.

Já em termos setoriais, o destaque vai para o alojamento e restauração, atividades que verificaram uma queda em cadeia de 5,4% e, em termos homólogos, de 19,1% do desemprego registado. De notar que este setor tem sido um dos mais afetados pela pandemia e pelas restrições a ela associadas, daí que o desconfinamento que marcou o mês de julho tenha levado a alguma recuperação do mercado laboral.

A síntese divulgada esta segunda-feira pelo IEFP dá também conta de que as ofertas captadas aumentaram 24,8% em termos homólogos, para 11.750, e as colocações em emprego subiram 13,3% face a julho de 2020, para 7.605.

Quanto à taxa de taxa de cobertura das prestações de desemprego, há a notar uma subida para 65,4%, o que compara com 64% em junho de 2021 e com 55,8% no mês homólogo de 2020. “A taxa de cobertura de medidas ativas de emprego manteve-se em 23,7%, o que compara com 16,4% em julho de 2020. Nos jovens, a taxa de cobertura das medidas ativas é de 36,7%, o que compara com 36,1% em junho de 2021 e com 26,5% no mês homólogo”, salienta o Ministério do Trabalho.

Para mitigar o impacto da pandemia no mercado laboral, o Governo lançou uma série de medidas extraordinárias, como o lay-off simplificado, o apoio à retoma progressiva e o novo incentivo à normalização. O primeiro-ministro já garantiu que essa “rede de proteção” deverá manter-se em 2022, mas os critérios de acesso a estes apoios têm ficado cada vez mais apertados, restringindo a adesão.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h06)

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